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quinta-feira, 25 de julho de 2013

A saúde nas mãos do Ministério Público.


A audiência pública promovida pelo Ministério Público e a Câmara de Vereadores aumentou as discussões sobre duas questões do Sistema Único de Saúde: A situação do Pronto Atendimento Municipal (PA) e o serviço de obstetrícia (realização de partos) no Hospital Dona Lisette. Mais de 150 pessoas ouviram o posicionamento da Diretoria do hospital, secretário de saúde, gerente da saúde, prefeito e o promotor de Justiça da Comarca de Taió, Bruno Bolognini Tridapalli. Depois de quase três horas de pronunciamos, justificativas, teorias e promessas, o MP vai estabelecer um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), entre o município de o hospital para garantir o atendimento digno e eficaz.

A audiência começou pontualmente às 19 horas com a explanação do Promotor que apontou dois problemas sobre a não realização de partos pelo Sistema Único de Saúde: A falta de profissionais, tanto de médicos quanto de auxiliares, como enfermeiros, técnicos e  instrumentadores. Outro problema está na falta de comunicação entre os postos de saúde e ambulatórios e o hospital para o monitoramento das gestantes que estão realizando pré-natal.  Essa informação seria essencial para mensurar a quantidade de partos por mês.

No Pronto Atendimento Municipal (PA), quando um paciente chega, o médico que faz o internamento precisa se responsabilizar pelo paciente ou achar outro médico que se responsabilize. Não há encaminhamento à médico especialista. No relatório apresentado, o Promotor também constatou que o médico plantonista que atende fica responsável pelo paciente, não há outro profissional de sobreaviso. Depois foi a vez de ouvir os relatos de profissionais médicos, que apresentaram diversas queixas, como a má remuneração e falta de sintonia entre os ESFs, Pronto Atendimento, Hospital e profissionais. Algumas indagações não foram respondidas e uma alternativa foi apresentada pelo médico Paulo Campos, de a comunidade evangélica passar o hospital para o município.

O pronunciamento do Gerente de Saúde da SDR de Taió, Tercílio Bonessi, não convenceu os participantes, além de extenso, o discurso de “transformar o hospital em referência regional” vem se repetindo desde a implantação da Secretaria Regional em Taió. O prefeito Hugo Lembeck (PMDB) falou sobre as viagens à Brasília e a capital estadual em busca de recursos para implantar a Rede Cegonha. Já o secretário municipal de saúde, Klaus Dieter Diel, apresentou dados dos atendimentos prestados pelo município e os custos para manter a estrutura do Pronto Atendimento Municipal.

A presidente do Hospital Dona Lisette Úrsula Hosang, falou do comprometimento da diretoria e da comunidade evangélica com o atendimento e da dificuldade de manter aquela estrutura. Ela também relatou como era a situação em outras administrações. O Diretor Executivo da Associação de Hospitais do Estado de SC, Braz Vieira, falou sobre a situação dos 191 hospitais que atendem SUS. Segundo ele, destes, 101 hospitais tem menos de 50 leitos e não estão aparelhados, 41 tem menos de 30 leitos e poderão ser “rebaixados” pelo Ministério de Saúde.

“Os problemas ainda virão, porque os técnicos do Governo Federal ditam a politica sem reconhecer a realidade de cada região do Brasil. E o MS não vai ajustar as tabelas do SUS”, disse. Em média a tabela SUS paga 42% do custo dos atendimentos, seria o motivo dos hospitais passarem por dificuldades. Outra questão é a situação “Jurisdicional”, onde os médicos não têm mais a pré-disposição de atender quando não se sentem seguros. Vieira também abordou a questão que não há recursos de governo para subsidiar os custos dos hospitais, segundo ele, seria a melhor alternativa em curto prazo.


O promotor também concordou que a remuneração do SUS é inadmissível, mas avaliou positivamente a audiência. “A população expos suas ideias de forma respeitosa, educada, ponderada e todas as partes envolvidas fizeram suas colocações. Infelizmente não temos o poder de alterar a tabela SUS, mas não somos homens públicos para apresentar defeitos e sim buscar soluções”. O MP vai agora colocar uma proposta no papel para ter a garantia de ambas a as partes e por fim homologar um acordo entre Hospital e Município. O MP também convidou os médicos do município para organizar uma tabela de custos adequada para atrair profissionais no PA e hospital. A população aguarda ansiosa.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Saúde de Taió em debate


As reclamações no atendimento do Pronto Atendimento (PA), a falta de médicos nos PSFs e ausência de nascimentos no Hospital Dona Lisette não são novidades para ninguém. O atendimento na saúde foi tema e promessa de todos os candidatos a prefeito dos últimos 20 anos. O único Hospital da cidade se orgulha do dinheiro em caixa, da estrutura nova, mas não há médicos na folha de pagamento. O munícipio empurra a culpa na falta de profissionais no mercado, mas gasta mal os recursos da saúde. Uma audiência pública dia 22, vai colocar frente a frente os responsáveis por “gerir” a saúde no município.

Será a terceira audiência pública que tratará do assinto, a primeira junto com o Ministério Público, e pode a última tentativa, caso contrário a situação poderá parar na Justiça. Durante quatro meses o Ministério Público de Santa Catarina, através do Promotor de Justiça de Taió, Bruno Bolognini Tridapalli, tentou desvendar a situação na saúde pública de Taió.  Os piores casos são das gestantes, que são atendidas pelos SUS nos início da gestação e na hora do nascimento o médico, que fez o atendimento durante os nove meses não é o mesmo que fará o parto.

Serão discutidas duas questões especificas: A situação do Pronto Atendimento Municipal (PA) e o serviço de obstetrícia (realização de partos) no Hospital Dona Lisette. O promotor acredita que a audiência deverá por um fim no impasse entre hospital e prefeitura. Caso contrário, o MP vai propor um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o município e o Hospital, persistindo o impasse, os atendimentos poderão ser feitos por força judicial. “A nossa intenção é melhor o atendimento da saúde no município, tanto no Pronto Atendimento, quanto na questão de realizar partos via SUS no Hospital Dona Lisette”, explicou o promotor.


Segundo o Ministério Público há inúmeras reclamações obre o atendimento e a falta dos serviços prestados. Durante quatro meses Tridapalli colheu informações e tentou entender a situação. “Por isso vamos promover esse debate, entre Prefeitura, Hospital e a população”. Para o promotor a Audiência é a melhor maneira para iniciar uma mudança no atendimento da saúde e quem sai ganhando é a população. “É o momento onde as pessoas poderão vir e apresentar as queixas diretamente os diretores do hospital, representantes do poder público, vereadores e Ministério Público”, finalizou Tridapalli. Essa será a segunda Audiência promovida pelo Poder Legislativo para resolver a situação em Taió. 

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Taió entra na onda de protestos

O fenômeno e a força das Redes Sociais foi coloca a prova nas manifestações de protestos pelo Brasil. Poucas vezes na história presenciamos isso, e nunca de forma tão abrangente e não premeditada. O mais importante disso tudo são os motivos que entraram no movimento que começou com protestos contra aumento da passagem de ônibus nas capitais. As manifestações em cidades menores ganharam novos contornos com a inclusão de reivindicações regionais. Três cidades do Alto Vale confirmaram eventos, Presidente Getúlio, Taió e Rio do Sul.

Em Taió, uma manifestação pacifica está programada para o próximo sábado, às 11 horas da manhã na Pracinha João Machado da Silva. O ato que também começou a ser divulgado em redes sociais coloca a cidade no mapa das manifestações pelo Brasil. Os manifestantes vão protestar contra a falta de médicos, o fim dos partos em Taió, ruas sem calçamentos, asfaltos e estradas esburacadas, o fim de gastos elevados em obras públicas e dos superfaturamentos.

Cerca de 400 pessoas confirmaram a presença, assim como em outras manifestações, onde o povo de Taió foi às ruas a favor do Piso dos professores, contra o MST, contra as nucleações de escolas, contra os juros de bancos e reivindicando melhorias nas estradas do interior, deverá comparecer no evento de sábado. A população brasileira não aguentou mais, e quem participar, também fará parte da história, como a companha das Diretas já, nos nãos 80, e a dos Caras Pintadas na década de 90.


Uma reunião na terça-feira, 18, no Clube do União, reuniu uma dezena de jovens que encabeçaram o movimento. O grupo decidiu desestimular a participação de políticos, mas vai aceitar gente de todos os partidos políticos. O protesto seja do tamanho que for, também vai servir para orientar o grupo a reivindicar o "Conselho da Cidade de Taió. O exemplo vem da cidade de Blumenau, onde o órgão funciona desde 2002, e está “acima do prefeito e vereadores" e é composto paritariamente por governo e comunidade. 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Adversários em sintonia

Adversários na última eleição municipal em Rio do Sul, Gariba e o deputado Jorge Teixeira, se encontram ontem, em Florianópolis. 

O prefeito de Rio do Sul, precisou do apoio do Deputado para prorrogar até 31/08/2013 a prestação de contas que estava bloqueando o município de receber as parcelas para a continuação das obras que estavam paralisadas. 

A construção da praça da Rua XV, da ponte que liga o bairro Albertina ao Bomfim, contrução da ponte que liga o bairro Barra da Itoupava à Barra do Taboão e da ponte que liga o bairro Jardim América ao Canta Galo.


Carne com padrão internacional


Adinei com a primeira carga de bois das raças Hereford e Braford

O empresário Adinei Sandri também investe em outro setor do agronegócio. A criação de gado tipo “fórmula 1”, para os mercados e consumidores mais exigentes. Para conseguir chegar a um gado de qualidade, Sandri firmou intercâmbio com a Fazenda Mãe Rainha, que possui matrizes e touros premiados e classificados entre os melhores do país. O diferencial da Mãe Rainha é o pioneirismo em técnicas aliadas à alta tecnologia como a alta seleção genética dos animais e o melhoramento de campo nativo, o que a faz uma referência nacional na criação das raças Hereford e Braford.

Essas raças apresentaram maior ganho de peso e o melhor desempenho econômico na região de Coxilha Rica, em Lages, onde fica a fazenda. Isso foi o que motivou o empresário Taioense adquirir bovinos para serem criados na Fazenda Nono Belli, em Passo Manso. Um dos sócios da Fazenda Mãe Rainha, o advogado, Edson Riberio Colombo, filho do Governador Raimundo Colombo passou o último final de semana conferindo a evolução e adaptação das raças na Fazenda do Grupo Sandri. Colombo, também veio retribuir a visita ao amigo, Adinei Sandri. Delemar Macedo, veterinário da Pfizer e Marcos Antônio Ploncoski, veterinário da Eurofarma, amigos e criadores da região, também acompanharam a visitação em campo.
Nerlize e Adinei Sandri, Colombo e o empresário Rui Krenkel.

Fazenda Nono Belli está encrava na Serra Geral

Com a economia em crescimento, o Brasileiro está comendo melhor e exigindo produtos de melhor qualidade.  Porém há a constatação de que a produção de carne de primeira linha é insuficiente para atender a procura. “Se você investe na qualidade, ela te dá o retorno, porque na hora de vender o nosso boi, conseguimos em torno de 15% a mais, por causa da qualidade. As pessoas tem dinheiro pra comprar uma carne melhor, mas muitas vezes não temos o produto no mercado”, disse Adinei Sandri. O Rio Grande do Sul é a região do Brasil que produz carne de qualidade, além de alguns lugares no Paraná e a região alta de Santa Catarina. Podendo se igualar ao Uruguai e a Argentina, que produzem carnes de primeira linha. A Fazenda Nono Belli, está encravada na Serra Geral, e possui clima semelhante à região de Lages e o Rio Grande do Sul.

Criadores estão desenvolvendo programas em várias associações, para ter escala de produção e buscar esse mercado. “O Adinei acabou de vender um lote bois fórmula 1, em qualquer lugar do mundo será a melhor carne, em qualquer restaurante do planeta. Porém, ali tem poucas algumas picanhas, em uma churrascaria boa, vai tudo”, avaliou Edson Colombo. O empresário Lageano acredita que em boa parte de Santa Catarina e inclusive Taió, as raças Hereford e Braford são muito produtivas e consequentemente lucrativas.

“Essas raças crescem rápido, tem boa fertilidade, e as vacas dão terneiros de qualidade com grande precocidade para o abate. A melhor carne do mundo vem dessas raças Inglesas, junto com a Angus e a Devon”. Colombo acredita que até em pequenas propriedades, é possível criar bois com alta qualidade. Ele esteve recentemente na Nova Zelândia, que detém uma das mais altas produtividades do mundo, para avaliar os tipos de pastagens e tentar adaptar novas tecnologias em Santa Catarina.
Edson Colombo conferindo a nova geração de bois 

Em sua avaliação o problema enfrentado pelos criadores é que não existe uma tabela de preço definindo uma diferenciação de carne, na hora da venda para os frigoríficos. “Temos uma carne diferenciada e de altíssima qualidade, porém essa mercadoria de luxo ainda não é vendida com o diferencial que a caracteriza. Essa realidade vem mudando, mas está longe do potencial existente”, finalizou Colombo. 

J. Thomé divulga nota oficial sobre a bronca no PMDB

Amigos. É de conhecimento público que pedi desligamento do PMDB de Rio do Sul, através de protocolo junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina, aonde solicito o desligamento do partido sem a perda de mandato, por motivos óbvios previstos na Lei de Fidelidade Partidária, que em função de inúmeros fatos ocorridos me dão esta possibilidade.

Decisão esta muito difícil por sinal, pois sou filiado no PMDB desde 2003, ou seja, há dez anos. Tive a oportunidade de presidir a JPMDB de Santa Catarina durante 2010 a 2012. Minha família tem uma história neste partido, que hoje é comandado talvez por pessoas que desconhecem a trajetória do partido na sua essência. Peço compreensão aos amigos PMDBistas de verdade neste momento, que são muitos. O respeito e consideração por todos será mantido de minha parte e tenho certeza de que com muitos destes continuarei discutindo políticas públicas positivas para nossa sociedade.

Fui reeleito no ano passado com a expressiva votação de 2.362 votos, sendo um fato inédito aonde um vereador que busca a reeleição consegue obter o maior número de votos. A sociedade reconheceu o nosso trabalho, através dos mais de 40 projetos de minha autoria que foram aprovados, inúmeras ações com a juventude e presença junto a entidades, associações e clubes aonde realizei inúmeros trabalhos em parceria.

Acontece que logo após a eleição do ano passado as coisas passaram a não mais acontecer de uma forma harmoniosa dentro do PMDB, aonde acredito que as coisas passaram a ser defendidas de forma individual e não mais coletiva. De certa forma meu partido focou as ações em saudar compromissos de campanha, usando a câmara de vereadores para tal, situação que não comungo e por isso iniciaram-se os problemas de relacionamento, ponto de vista e condução dos trabalhos.

No final de 2012, após eu ter renunciado a função de prefeito em exercício para votar as contas do ex-prefeito no exercício de 2004, num ato de respeito e valor ao Poder Legislativo de nossa cidade, o trato do meu partido, principalmente por parte dos seus comandantes, não foi mais o mesmo. O partido havia se comprometido com o ex-prefeito que após a eleição teria as suas contas aprovadas, contrariando o parecer do Tribunal de Contas do Estado. Porém eu já havia votado pela desaprovação das mesmas em 2009 e não voltaria atrás na minha posição, que defendi fortemente na época e tive o apoio da sociedade na minha decisão.

Daquele momento em diante não tive mais espaço no partido para realizar meus trabalhos principalmente na Câmara, aonde votei no candidato a presidente e primeiro secretário que o partido indicou, porém não tive apoio para compor as comissões de finanças e justiça, esta última que pedi por oficio o apoio, mas o PMDB para não me contemplar, votou em uma vereadora do Partido dos Trabalhadores - PT.

Recentemente a Câmara criou uma comissão provisória para discutir os problemas de mobilidade urbana de nossa cidade, assunto que muito me interessa. Da mesma forma coloquei meu nome a disposição para ser o representante do PMDB na referida comissão, porém não obtive sucesso mais uma vez, sendo que o indicado a compor a comissão foi o outro vereador do partido.

Outra situação pontual que faz com que eu tenha incompatibilidade ideológica com meu partido é a forma com que os projetos que construímos na administração passada, aonde o PMDB tinha o vice-prefeito e eu inclusive fui Secretário de Administração, estão sendo conduzidos hoje, como se não fossem mais importantes para a nossa cidade. Programas importantes na área da educação, na condução de obras públicas que ficaram por concluir e a forma com que discutem a situação econômica da prefeitura me fazem pensar que não é esta atitude de um grupo que fez parte da administração anterior, e sim de um novo grupo que quer discutir politicamente os rumos de nossa cidade.

Não posso eu ter defendido inúmeros programas que foram colocados em prática na época e hoje dizer que eles não são mais importantes para a cidade. Alguns deles fui autor de lei que regulamentou as propostas, para que elas fosse dada continuidade nas próximas administrações. Grêmios estudantis, regulamentação da matéria de empreendedorismo, regulamentação da padaria-escola e açougue-escola, programa de atendimento ao idoso - PAI, entre outros. Tenho escutado que alguns destes não devem continuar porque simbolizam a administração de um determinado prefeito. Para mim o que vale é a continuidade da coisa pública, principalmente quando se trata de programas que deram certo.

É neste sentido que percebo o meu trabalho na Câmara e como pessoa pública acabam ficando comprometidos, por não ter apoio do partido para ocupar espaços e mostrar meu trabalho para a comunidade, como me comprometi no período eleitoral e fiz no primeiro mandato. Por não conseguirmos falar a mesma língua quando o assunto é a administração municipal e os rumos dos programas que criamos em tempos passados. Fui eleito pelo povo e é para as pessoas que devo satisfação. O partido é muito importante neste contexto, mas precisa dar o espaço necessário para que seus membros possa realizar um trabalho frutífero.

Espero que o PMDB de nossa cidade entenda esta posição e concorde que devo permanecer como vereador, já que 2.362 pessoas me confiaram a condição do meu trabalho por mais 4 anos e que tenho motivos de sobra para não continuar mais na sigla. Tenho inúmeros amigos que lá estão e que continuarão tendo o meu respeito e admiração. Cito o caso do prefeito Gariba, que é uma pessoa que estimo muito. Um amigo de verdade que tenho. Podemos discordar no campo das ideias, mas a nossa amizade é forte e será mantida. O que irei até o fim é para que eu possa manter o meu mandato, que o povo me deu.

No mesmo sentido, creio que tomei a decisão mais acertada possível e peço para que as pessoas compreendam esta atitude. Independente de sigla, meu trabalho continua de maneira forte e empenhada na Câmara. Em três meses de trabalho já apresentei três projetos de lei e inúmeras outras proposições. Estou fortemente presente na comunidade, discutindo seus interesses e demandas. Isso não mudará, independente de partido. O que preciso é de uma sigla que me dê os espaços almejados na câmara, o que hoje não consigo ter. E que possamos construir propostas conjuntamente para nossa cidade e depois executá-las, sem comprometimentos políticos, fazendo valer aquilo que apresentamos na eleição através de um plano de governo.

Abraços e obrigado a todos pela compreensão
Agora na Rua Victor Konder, na frente do Posto Cidade. 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

ENTREVISTA: Hugo Lembeck


Quando transferiu o domicilio eleitoral de Salete para disputar a prefeitura do município Taió, Hugo Lembeck (PMDB) sabia do desafio que tinha pela frente. Precisaria conquistar o eleitor taioense e ao mesmo tempo distanciar sua candidatura da administração municipal, que tinha elevados índices de rejeição. O fato de ser de outra cidade dividiu opiniões dos próprios peemedebistas, o fato foi a base, dos discursos dos opositores. O fato de “ser de fora”, no fim, contribuiu para o êxito. O ex-prefeito de Salete, ex-secretário da SDR de Taió, conseguiu romper a alternância no governo municipal de Taió e entrou para a galeria dos prefeitos que administraram mais de uma cidade. Ele concedeu a entrevista ao Alto Vale Notícias, em seu gabinete, as 19h, de terça-feira, depois de remarcar o compromisso que já havia sido agendado. O motivo? Um almoço inadiável na casa de um eleitor.

Você foi vitorioso nas eleições de outubro, as ações impetradas no TRE por seus adversários atrapalharam? Você ficou com aquela sensação de quem ganhou mais não levou?

Eu procurei não me ater muito a isso, mas indiretamente a gente acaba se envolvendo de alguma forma.  A gente perde o foco, precisa ir atrás de advogado, de processo para estudar a forma de defesa. Então, essa sensação de que ganhou mais não levou existe. Ainda não acabou, tem mais um recurso. Não tenho dúvida que nós vamos ganhar também. Porque a linha do relator do TRE foi de que o prefeito Ademar Dalfovo era uma coisa, e Hugo e Aristides outra coisa. Isso ficou muito claro. Nós procuramos nos distanciar da administração. O Ademar teve os méritos dele, fez de tudo para não comprometer o orçamento do município, mas fez o que tinha que ser feito.

Então você está tranquilo de que vai vencer em todas as estâncias?

Na verdade nós ganhamos a eleição por que trabalhamos muito e fizemos uma campanha independente, não vinculamos nada com a administração. E nós mostramos que iriamos fazer muitas coisas diferentes. Porque a população queria as mudanças, aqui sempre foi assim, com alternância do poder.  Nós conseguimos mostrar que mesmo sendo do mesmo partido, tínhamos outro foco e outro estilo de trabalho. Outra dinâmica.

Como colocar em prática essa mudança, aproveitando grande parte da equipe do ex-prefeito?
HUGO: Já começa pelos secretários, só aproveitamos o Klaus Dieter na Saúde. Mas acho que é o jeito do prefeito tocar. A cabeça mudou. Os funcionários efetivos são os mesmos, alguns diretores são os mesmos, mas foi uma mudança. Tive resistência porque mudei todos os Diretores de CEIs, eles acostumaram a trabalhar onde estavam. As mudanças acontecem de forma gradativa. Este ano vamos ter mudanças no visual da cidade, ela precisa de urbanização. Mais flores.

Qual está sendo o maior desafio?

HUGO: A questão da saúde. Temos que andar lado a lado com o Hospital e Maternidade Dona Lisette. Mas estamos com dificuldades. Já tivemos três reuniões, mas a diretoria acredita que a prefeitura precisa dar tudo. E nós sabemos que não é assim, tem coisas que são de responsabilidade do município, tem a parte que é de responsabilidade do Estado e a parte da União. E tem a responsabilidade da entidade. A União remunera muito mal os serviços do SUS.  O Estado ajuda pouco. Precisamos também ajustar as equipes médicas. Fazendo isso, poderemos ter os bebês nascendo no município, mas não temos como bancar isso sozinhos. A infraestrutura também é um setor complicado, na área urbana, na rural, estamos com muitas dificuldades. Foi muita chuva. Temos muitos pontos de estradas que não se pode trafegar ainda. Aos poucos vamos resolver.

Como está o setor de planejamento? Muitos projetos?

Quando eles falam que lá no governo federal tem muito recurso e falta projeto, isso é em alguns ministérios. Na Infraestrutura existem muito mais projetos do que recursos. Estamos cadastrando projetos em várias áreas, trabalhando na questão arquitetônica da revitalização da praça em frente à prefeitura. Ampliamos a equipe para isso.

E as obras que estão em curso, quando ficam prontas? E os projetos de pavimentação?

Temos dois postos de saúde com as obras em andamento, em 90 dias devemos entregar. São três Centros de Educação Infantil em construção, falta os projetos de urbanização, muros e calçamentos, deveremos colocar em licitação nos próximos dias. Até o fim do ano finalizamos essas obras. Não temos nenhuma obra de pavimentação. Temos alguns projetos, que serão laçados em breve. Vamos convocar os moradores para participar, fazer parcerias e montar o cronograma de execução. Todo o recurso do IPTU será destinado para o fundo de pavimentação, não vai ser usado para outra coisa.

 Como você avalia essa relação da população com o prefeito utilizando as redes sociais?

Essa aproximação com a população tem pontos positivos. Vez ou outra me mandam mensagem, respondo, mas é uma ferramenta importante. Mas às vezes as pessoas pecam em algumas colocações. Quando você vê uma floresta, a pessoa não pode só enxergar uma arvorezinha. A estrada está ruim, a pessoa tem razão em reclamar, mas precisa entender a situação. Às vezes falta equilíbrio das pessoas, mas precisamos nos adaptar aos novos tempos.

Como você divide seu tempo de prefeito, AMAVI, FECAM e compromissos na cidade?

Uma das funções do prefeito é a representatividade. Quando eu assumo um compromisso com alguém, eu dificilmente falto, seja num evento simples, ou não.  Sábado tenho um casamento, no domingo um aniversário. Eu me programo porque quando a pessoa convida ela quer a presença do Hugo e do prefeito. As pessoas contam com isso. A função como presidente da Amavi e vice-presidente da Fecam tira muito tempo do meu dia, mas por outro lado me ajuda. Lá a gente discute assuntos que abre o conhecimento, abre portas. Em função desses cargos eu preciso trazer alguma coisa de beneficio para o município. Ao longo dos anos isso vai acontecer. Eu venho pra prefeitura na maioria dos dias, às 7h e já saí daqui às 22 horas.

Você já se considera um Taioense?

(risos) Já, quando fui candidato eu já me considerava. Não é questão de ser, às vezes eu me engano ainda, mas isso é normal, porque já fui prefeito de Salete. Mas a partir do momento que me mudei, comecei a trabalhar aqui, passei a comprar no mercado aqui, ir à farmácia aqui, na missa, caminhar na rua. Estou ambientado com o município. Busquei viver e respirar o município de Taió.

Tem saudade de Salete?

Eu lembro sempre, devo muita coisa ao município de Salete, onde comecei minha carreira politica. Tive o apoio da população de lá na campanha, que foi muito importante para minha vitória aqui. As pessoas de Salete falavam bem da nossa administração. Porque não se pode medir uma administração nos primeiros meses. É como uma maratona e não uma corrida de 100 metros. 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

A novela do CEDUP em Taió


O projeto para a construção do CEDUP comportaria 1.500 alunos em Salete. O projeto foi encaminhado para a aprovação do MEC em 2011.

Mas em seguida a SDR de Taió (na época comandada por Hugo Lembeck) solicitou que este CEDUP fosse transferido para a cidade de Taió e o MEC, através do FNDE, aprovou a proposta e autorizou a construção de um CEDUP para 600 alunos. 

Desde então, a Secretaria de Estado da Educação aguarda que o FNDE conclua a definição do projeto arquitetônico e dos projetos complementares e que efetive o convênio.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Justiça decreta indisponibilidade de bens de prefeito e vice de Salete


O prefeito do município de Salete, Juares de Andrade (PSD), e seu vice, João Kniess (DEM), tiveram todos os seus bens indisponíveis por decisão da Justiça. A decisão foi dada em caráter liminar pela Juíza Karina Muller Queiroz de Souza, titular da vara única da comarca de Taió, em ação civil pública por atos de improbidade, movida em face do prefeito e vice, e ainda contra empresa e familiares, que também tiveram seus bens indisponibilizados pela justiça. A decisão proferida pela justiça na última sexta-feira (19), atendeu pedido do Ministério Público, que pedia o bloqueio dos bens dos demandados para assegurar o ressarcimento dos prejuízos causados ao município de Salete, segundo o promotor de justiça, Bruno Bolognini Tridapalli. 

“É a quarta já proposta contra o prefeito Juares de Andrade, e a primeira que responde o vice-prefeito, João Kniess”, justifica o promotor na ação. As irregularidades estão na prestação de serviços e fornecimento de material elétrico pela empresa do atual vice-prefeito, com dispensa de licitação, no montante de R$ 139.367,77, nos anos de 2009, 2010 e parte de 2011, sem que houvesse qualquer justificativa para se recorrer sempre a mesma empresa. Para o promotor de justiça, “o prefeito Juares de Andrade teve postura imoral em sua conduta, violando a honestidade que se espera de todo homem público, com isso causando prejuízo ao erário por seus atos de improbidade”.

Adiante, o Ministério Público observou que de todo o contexto da documentação acostada aos autos “está mais do que evidenciado o liame fático e o animus doloso praticado pelo prefeito e vice, que tiveram nítido propósito de frustrar o procedimento licitatório para se beneficiarem mutuamente, com propósitos pessoais e políticos”. “Ambos estavam macomunados desde o início do ano de 2009, quando começaram as ilegais dispensas de licitação”, assegurou o promotor. O promotor ao final destacou em sua ação que a velha máxima do Superior Tribunal de Justiça de que o objetivo da Lei de Improbidade não é punir o administrador incompetente, mas sim o desonesto.

Governador apresentará modelo de gestão



O Governador do Estado, João Raimundo Colombo, estará na próxima segunda-feira, 29, em Taió. Será a segunda visita em Taió, neste ano. Na agenda oficial, ela apresentará uma palestra com o tema: “Gestão e Prestação de Contas”, sobre os projetos e ações dos dois primeiros anos de mandato. O evento em Taió faz parte do cronograma de uma série de palestras em todo o estado. Na prática, servirá para fortalecer o projeto de reeleição do governador.

A palestra será realizada no Clube Caça e Tiro 15 de Novembro, as 19 horas, e será aberto ao público. No período da tarde de segunda, o governador irá visitar as prefeituras da região. Colombo vai apresentar principais ações realizadas nos mais de dois anos de governo e a forma de gestão que adotou para governar Santa Catarina. “Nós tivemos que organizar a gestão do Estado. Ao colocarmos as contas na ponta do lápis é possível perceber que pouco sobra para investimentos”, afirmou o governador na mesma palestra na cidade de Canoinhas.

O governador também vai falar sobre as obras do Pacto por Santa Catarina e que agora, agora os recursos existem e o Governo do Estado vai investir. O Pacto por Santa Catarina abrange áreas como infraestrutura, saúde, educação, assistência social e agricultura. O evento é uma parceria da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Taió (ACIAT), Câmara de Dirigentes Logistas (CDL), Prefeitura Municipal, com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Regional de Taió e Câmara de Vereadores de Taió.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Mendigo desaparece no rio Taió


O Corpo de Bombeiros não localizou o corpo de Jorge Maurício, 42 anos, conhecido como Joca, que teria caído no rio Taió. A suposição do afogamento foi dos próprios amigos que conviviam com ele. Joca morara nas imediações da Ponte Celso Ramos e na Praça João Machado da Silva, próxima a Prefeitura de Taió. O desaparecimento foi comunicado aos bombeiros por volta das 10h de sexta-feira. Depois de averiguar os últimos passos do desaparecido, os Bombeiros iniciaram as buscas nos rios Taió e Itajaí do Oeste.

Valmir Rodrigues, 41 anos, estava com Joca na noite anterior e acredita que o amigo morreu afogado.  “Na hora que ele levantou pode ter tropeçado e caído no rio, porque é um barranco reto até o rio. A gente estava bebendo ontem a noite, quando começou a chover eu fui embora e o Joca estava catando as roupas para ir dormir lá na igreja. Quando soube hoje de manhã, via as roupas que ele estava vestido na barranca do rio”, relatou. Rodrigues disse ainda que no mesmo local que os dois estavam, foi encontrado o chinelo e os documentos de Joca. “Só ele que não apareceu mais”, disse.

O amigo não acredita que Jorge possa ter outro tipo de sumiço. “Ele bebia as cachaças dele, mas nunca incomodava ninguém, não brigava com ninguém. Pra mim ele deve ter caído sozinho, quem sabe tentou se agarrar, não conseguiu e caiu na água”. Valmir, que conhece Joca desde os 14 anos, disse que ele bebia com freqüência e por várias vezes tentou curar do vício. “Mas não teve jeito, a Na ultima recaída é pior, se o cara é conseguir parar na primeira vez se recupera, mas se voltar a beber daí parar novamente é muito difícil”.

Rodrigues ainda relatou que Joca ficou uma época no CEREVISE (Centro de Recuperação de Alcoólicos), os dois também já residiram juntos, mas ultimamente Joca passava o dia na num bosque na rua Francisco Tomazoni, as margens do rio Taió. Alguns populares levavam comida para ele, “o que sobrava ele repartia galera que vivia por ali”, disse o amigo. Depois pernoitava na porta da Igreja Matriz Cristo Rei, que também fica nas imediações. Perguntado como arrumava dinheiro para comprar a bebida Rodrigues disse que é fácil. “Pão quase ninguém dá, mas a cachaça sempre se dá um jeito”. As buscas vão ser retomadas na manhã deste sábado.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Justiça vai decidir eleição em Taió

Hugo e Aristides já haviam sido absolvidos em 1ª grau.


As eleições municipais na cidade de Taió, ainda não acabaram. Um informativo distribuído pela prefeitura de Taió, na véspera do período eleitoral e usado na campanha da coligação “Taió Pode Mais” pode cassar os mandatos do prefeito de Taió, Hugo Lembeck (PMDB) e do seu vice, Aristides Eloi Valentini (PSDB).
A Procuradoria Regional Eleitoral acatou o recurso da coligação “Faça + pelo Taió que você quer” (PP, PSD, PT, PR, PDT, PSC e DEM), que disputou as eleições contra o então candidato a prefeito, Hugo Lembeck. Na época, a “Coligação Faça + Pelo Taió que Você Quer” apresentou ao Ministério Público Eleitoral de Taió uma representação para que o MPE investigasse a denúncia de abuso de poder econômico e autoridade.

A justiça eleitoral, concluiu que não houve abuso de poder econômico e nem político, na distribuição do informativo por agentes de saúde. A defesa argumentou que os informativos foram entregues pelas Agentes de Saúde em razão delas visitarem diariamente os lares das famílias taioenses, não havendo desvio de função. Alegaram também que a determinação visou apenas a economia aos cofres públicos.

Na análise da juíza Karina Muller Queiroz de Souza, o informativo, por si só, não possuiu enfoque autopromocional e não beneficiou qualquer candidato e se ajustou ao conceito de propaganda institucional, tendo sido observado o prazo legal para a sua confecção e distribuição. Sobre o uso do informativo em palanque político pelo prefeito, a juíza concluiu não foi possível aferir o discurso, e as testemunhas inquiridas não esclareceram o conteúdo da fala do prefeito no momento em que se utilizou do informativo no comício eleitoral. Por isso não ficou demonstrada a utilização do material como propaganda com apelo eleitoral.

A coligação “Faça + pelo Taió que você quer” interpôs recurso contra a decisão Juíza,  pedindo a reforma da decisão de 1° grau para, definitivamente, cassar a diplomação dos candidatos Hugo e Aristides, bem como aplicar-lhes multa por infração à Lei Eleitoral. Agora, o Ministério Público Eleitoral (MPE) se baseou na “Existência de potencialidade apta a desequilibrar o pleito, considerando o quantitativo de pessoas contratadas e a pequena diferença de votos entre o primeiro e segundo colocados no pleito”. O resultado foi apertado, com 308 votos de diferença o que perfaz menos de 3% dos votos válidos do município de Taió.

Com base em novos depoimentos, o MPE considerou que Hugo e Aristides foram beneficiados diretamente pela distribuição dos referidos informativos, já que eram ligados partidária (especialmente o PMDB). Inclusive naquela ocasião já eram iminentes candidatos pela chapa majoritária. O MPE concluiu que a dupla sabia da manobra ilícita efetuada pelo então Prefeito de Taió, Ademar Dalfovo, com a qual concordaram, tanto é que o informativo em questão foi utilizado em alguns comícios da campanha eleitoral.

Dentro desse contexto, houve quebra da igualdade de oportunidades entre os candidatos que disputavam a Prefeitura de Taió, já que apenas uma das chapas majoritárias foi beneficiada. Outro detalhe que chamou a atenção do MPE foi a confecção do informativo em tempo recorde. Sobre a distribuição por agentes comunitárias da saúde, o MPE considerou desvio de função “um surreal mutirão pago com horas-extras bancadas pelo erário municipal”, escreveu na denúncia o procurador regional eleitoral, André Stefani Bertuol.
Informativo foi apresentado nos comícios do PMDB/PSDB

Por fim a Procuradoria Regional Eleitoral, pede que sejam cassados os diplomas e aplicadas as respectivas multas ao prefeito e Vice-Prefeito eleitos em Taió, Hugo Lembeck e Aristides Valentini, bem como seja aplicada a multa pertinente ao então Prefeito de Taió, Ademar Dalfovo. A denúncia agora segue para análise e julgamento pelos Juízes Desembargadores do Tribunal Regional Eleitoral. O prefeito Hugo Lembeck, não foi encontrado para falar sobre o caso.

Entenda o caso
 - Em 28 de junho de 2012, o prefeito de Taió, Ademar Dalfovo (PMDB), determinou a confecção e distribuição de um informativo com obras e ações da sua administração.
- Os 5 mil exemplares foram distribuídos por Agentes de Saúde do município que receberam horas extras pelo serviço prestado.
- O Informativo, pago com recursos públicos, foi apresentado nos comícios da Coligação “Taió Pode Mais” (PMDB, PSDB).
- Há dois dias das eleições municipais, a coligação “Faça + pelo Taió que você quer” (PP, PSD, PT, PR, PDT, PSC e DEM), protocolou a denúncia de abuso de poder político e econômico contra o prefeito e os candidatos adversários.
- Hugo e Aristides vencem as eleições com 5.888 votos, contra 5.580 votos da dupla José Nasatto (PP) e Doutor Celomar (PSD).
 - O Ministério Público da Comarca de Taió, acatou a denúncia e pediu a cassação dos diplomas de Hugo e Aristides á Justiça Eleitoral.
- No dia 07 de novembro, a Juíza concluiu que não houve abuso de poder econômico e nem político, na distribuição do informativo.
- A coligação “Faça + pelo Taió que você quer” recorreu da decisão da Juíza Karina Muller Queiroz de Souza.
- Em 19 de dezembro de 2012, Hugo e Aristides são diplomados, prefeito e vice de Taió.
- Dia priemeiro de Janeiro de 2013, Hugo e Aristides são empossados, prefeito e vice.
- Em 31 de janeiro de 2013, o Ministério Público Eleitoral acatou a denúncia e pede a cassação dos diplomas do prefeito Hugo Lembeck (PMDB) e do Vice Aristides Eloi Valentini (PSDB).

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Trabalho escravo em Ituporanga



Uma operação da Polícia Civil de Ituporanga desmantelou na manhã de ontem, um esquema de trabalho escravo em uma fazenda de eucalipto, na localidade de Boa Vista.  Dez trabalhadores, entre eles um menor de idade estavam sendo mantidos em condições precárias. Todos foram encaminhados a delegacia regional de Ituporanga, onde prestaram depoimentos. O menor foi encaminhado ao Conselho tutelar.

Na ação, Valdecir Antônio Rodrigues, 45, conhecido como Marronzinho foi preso em flagrante. Ele é acusado de aliciar os trabalhadores e foi autuado por redução à condição análoga à escravidão. Segundo o delegado Nelson Vidal, os trabalhadores eram submetidos a condições deploráveis. “As condições eram degradantes, sem higiene, sem banheiro e alimentação precária, com comidas sem condicionamento e expostas ao tempo. Não havia lugar pra tomar banho, era uma situação subumana, uma situação impactante”, relatou o delegado Vidal.

A polícia chegou ao local depois de uma denuncia anônima, na segunda-feira. A Divisão de Investigação Criminal foi averiguar a procedência no mesmo dia.  Na madrugada de ontem, oito policiais e dois delegados divididos em duas equipes partiram para a operação.  A equipe comandada pelo delegado Nelson Vidal se dirigiu a fazenda onde estava a situação irregular. A outra equipe comanda pelo delegado Gustavo Reis ficou de prontidão para capturar Marronzinho, que arregimenta os trabalhadores.

Na fazenda os policias fizeram filmagens, fotografias e um relatório com depoimentos dos trabalhadores e do menor de idade. Valdecir foi preso quando tentava fugir. A polícia terá 10 dias para concluir o inquérito. O inquérito será encaminhado ao Ministério Público do Trabalho e a Polícia Federal. Todos os trabalhadores foram recrutados na cidade de Pinhão no Paraná. Na fazenda, o grupo fazia o desbaste e a poda dos eucaliptos. Eles trabalhavam mais de 11 horas por dia e ganhavam R$ 35,00 pelo serviço diário.

Segundo o delegado Vidal, nesse crime não há indícios de ligação com produtores de cebola. Os proprietários da fazenda onde os escravos trabalhavam também serão investigados. A polícia vai averiguar se eles sabiam ou não dessa situação. Eles poderão ser enquadrados no artigo 207, ausência de carteira de trabalho e artigo 287 aliciamento de trabalhadores de um estado para o outro. A prefeitura de Ituporanga providenciou as passagens de ônibus para o grupo retornar ao Paraná. Marronzinho foi encaminhado para a Unidade Prisional da UPA. 
O Lulismo cometeu um grande erro em misturar a função do Estado com a função do Partido. O Estado brasileiro foi PeTetizado".

sábado, 19 de janeiro de 2013

Vira a folha governador

Na hora que pousou para a fotografia, o Governador Raimundo Colombo não percebeu que a Ordem de Serviço para a revitalização da rodovia entre Passo Manso e Rio do Campo estava de cabeça para baixo.  Depois de ser avisado pelos jornalistas, nova sessão de fotos.

Governo investe em rodovias perigosas

O governador Raimundo Colombo (PSD) esteve na manhã de ontem em Taió para assinar a ordem de serviço para a reabilitação dos 15,5 quilômetros da rodovia SC-427, que liga o município de Rio do Campo ao distrito de Passo Manso, em Taió. A obra, orçada em R$ 13,9 milhões, faz parte do programa Pacto Por Santa Catarina. A assinatura ocorreu na nova sede do Corpo de Bombeiros de Taió, que também foi inaugurada ontem.

O governador Raimundo Colombo relatou os detalhes do levantamento feito em todas as rodovias do estado. Ele queria saber quais os trechos de rodovias onde ocorriam mais acidentes. “Averiguamos que em alguns trechos os acidentes acontecem todos os meses, toda semana e alguns lugares todos os dias, fizemos um estudo em todos estes pontos”. Para elaborar o projeto o governo introduziu as mudanças necessárias em cada trecho, com retiradas de curva, construção de terceira pista, transposição de nível e melhorias na sinalização. Ao todo são 147 pontos críticos no estado.

Colombo lembrou que o modelo rodoviário de SC foi
construído num conceito de mais de 30 anos.  “Há 10 anos, Santa Catarina tinha 1,5 milhões de veículos emplacados. Hoje são mais de 4 milhões de automóveis nas mesmas estradas, nas mesmas curvas, nos mesmos trechos sem terceira pista. Onde antes passava um carro e meio e agora passam quatro”. O governador lembrou que Santa Catarina é o segundo com mais acidente e mortes do trânsito, atrás apenas de Minas Gerais. Por isso a importância de investir em rodovias seguras. A empreiteira terá 360 dias para finalizar a obra, que foi financiada entre o Governo do Estado e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Avicultores pedem outra ligação

Faixa para o governador

Um grupo de avicultores e empresários aproveitou a passagem do governador Raimundo Colombo (PSD) por Taió, para reivindicar a ligação asfáltica entre o município de Santa Terezinha e o Planalto Norte. O movimento teve apoio das associações comerciais e industriais de Taió, Salete, Pouso Redondo, Rio do Campo e Santa Terezinha.  Com faixas em punho, o grupo chamou a atenção do governador que propôs uma reunião para se inteirar do assunto e reuniu o grupo para discutir uma solução.

A proposta dos avicultores prevê a pavimentação de três quilômetros da estrada que liga os municípios de Monte Castelo e Santa Terezinha. O trecho é bastante íngreme e com muitas curvas, impedindo a passagem de caminhões.  O trajeto é essencial para que os avicultores possam escoar a produção de frangos. Essa seria uma alternativa para que outras empresas instaladas no Planalto Norte absorvam a produção que foi abandonada pela BRF, antiga Perdigão. 

Combustíveis devem aumentar 7%



Apesar de o Governo sustentar que não haverá rejuste do preço da gasolina, a expectativa dos empresários do setor é que o anúncio deve acontecer nas próximas semanas. Isso porque, o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Antônio Henrique Silveira, afirmou  que a defasagem no preço da gasolina no Brasil em relação ao internacional é de cerca de 7%. Ele acredita que um reajuste no preço do combustível no mesmo percentual pode ocorrer, só falta o governo decidir quando será este aumento.

O vice-presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis de Blumenau e Região, Douglas Werner Heckmann, confirmou que havia a expectativa que esse aumento poderia ter sido anunciado em 2012. “Acreditávamos que já deveria ter acontecido, havia a possibilidade de ser no final do ano passado, ou na vidada do ano. Agora voltaram a surgir boatos de que o aumento ocorra até a semana que vem”.

Heckmann, que é proprietário dos Postos Brasília em Rio do Sul, acredita que o aumento será de 7% na gasolina e 5% no óleo diesel. Mas ainda não há nenhuma informação oficial por enquanto. Ele explica que os proprietários de postos serão forçados a repassar o percentual, já que o aumento de preços é na fonte. “A elevação é atribuída á defasagem que a Petrobras diz ter, por conta de importações e custos mais altos no mercado internacional”, afirma o comerciante.Douglas relata que o aumento não deve prejudicar o comércio de combustível. “Lógico que uma vez anunciado, nos dias que antecedem o movimento nos posto aumenta um pouco, e nos dias posteriores o movimento diminui um pouco. Mas depois retorna ao normal”. Ele acredita que ninguém vai deixar de andar de carro por esse pequeno aumento. Diferente de épocas anteriores, onde o aumento maior causava um grande impacto nas vendas.

Ele também concorda que o preço está defasado há alguns anos. Nesse período o próprio governo retirou alguns impostos para não repassar o aumento para os consumidores. “Foram algumas manobras fiscais que não tiveram impacto no preço ao consumidor, mas agora o Governo vê que não tem mais o que fazer”, relatou Douglas.A Petrobrás vem acumulando prejuízos desde o ano passado, porque absorve a diferença entre o custo da gasolina importada e o valor cobrado no mercado interno. A estatal aguarda autorização do governo federal para reajustar o valor que vem sendo evitado para não impactar na inflação. 

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Nova adutora minimiza falta de água



Desde domingo, moradores da cidade de Rio do Sul, Aurora, Agronômica, Laurentino e Lontras não reclamaram mais da falta de água. A Companhia Catarinense de Água e Saneamento (Casan) finalizou na sexta-feira o projeto de melhoria no sistema de abastecimento de água. A Casan implantou uma nova unidade adutora no local de captação no rio Itajaí Açu. São mais 50 litros por segundo, o que pode anteder perfeitamente uma população de 20 mil habitantes. O Superintendente Regional da Casan, Cesar Luiz Cunha, explicou que a empresa instalou dois sistemas de captação para aumenta a capacidade de distribuição. A nova adutora pretende estabilizar e normalizar o atendimento em todas as cidades atendidas.

“Essa nova captação pode ficar um bom tempo suprindo a demanda. Claro que precisamos melhorar a distribuição dessa água em alguns pontos e fazer algumas ligações, além de aumentar a capacidade de distribuição em lugares mais altos.” Relatou Cunha. Cesar explicou que a próxima meta da Casan será implantar mais reservatórios e aumentar a capacidade dos existentes, para estocar e distribuir a água. O primeiro Bairro que receberá essas melhorias será o Budag. “Na região mais alta do Bairro Canta Galo, além do Taboão também terão mais opções de armazenagem de água”.Cunha explicou que como a cidade possui muitos lugares altos, e só os lugares mais distantes ficam sem água. Mais isso, segundo ele é devido ao aumento do consumo nessa época do ano e porque a captação antiga não dava conta da demanda. 

“Só tivemos alguns percalços na época do natal, por que o consumo aumentou muito e tivemos alguns vazamentos. Mas para o sistema ser normalizado demorava muito. Agora a população já está percebendo a melhoria”.A situação é mais tranquila no Bairro Boa Vista, por que a água que abastece o Bairro possui um sistema de bombeamento direto do ponto de captação. O superintende disse que a empresa continua os trabalhos de substituição de encanamento na Ponde dos Arcos, onde os operários estão colocando a tubulação por baixo da ponte. A troca levará mais 60 dias para ficar pronta, porque requer cautela e muita segurança. “Essa obra é complexa porque exigiu a construção de uma ponte provisória por baixo, para que os técnicos pudessem trabalhar. Não tem como fazer rápido esse serviço, é uma obra demorada mais necessária.”