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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

PMDB mexe as cadeiras na Câmara de Taió


O terceiro suplente do PMDB, Edson Krueger tomou posse no cargo de vereador na sessão da última segunda-feira (16/09), onde permanecerá até o início de outubro. Com a posse, Krueger entra para a história política de Taió ao assumir o cargo de vereador em cinco legislaturas. Atualmente ocupava o cargo de Diretor na Secretária Municipal de Agricultura. Em seu primeiro discurso, Krueger fez um relato da sua atuação na secretaria de agricultura, citou os serviços de máquinas e a formação da cooperativa de produtores rurais do município.

Edson também agradeceu o gesto do vereador líder do Governo municipal na Câmara, Horst Alexandre Purnhagen (PMDB) que se licenciou da vaga de vereador até 10 de dezembro, permitindo assim, três suplentes assumirem. Purnhagen foi o parlamentar mais votado da atual legislatura, foram 914 votos, quase 8% do total de votos válidos.  O PMDB de Taió elegeu três vereadores entre os 13 que disputaram o cargo pelo partido, recebendo 31,16% dos votos para vereador em 2012.

Além de Krueger, outros dois suplentes devem assumir a vaga do PMDB, Jurandir Seemann (Preto) e Joãozinho Dalfovo. A manobra do PMDB faz parte de um acordo do partido antes das eleições, para que os suplentes pudessem assumir o mandato de vereador temporariamente.  

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Rozi cobra acessibilidade em órgãos públicos


O presidente da Câmara Arno Xavier (PMDB) e o prefeito Hugo Lembeck (PMDB), iniciaram as conversas para adequar a sede do Poder Legislativo e do Executivo do município de Taió, á lei de acessibilidade. Os dois órgãos estudam a construção de uma rampa de acesso que será utilizada para a prefeitura e a Câmara, além e vagas exclusivas de estacionamento para portadores de deficiência, gestantes ou idosos.  Todos os órgãos públicos municipais que ainda não possuem acessibilidade também deverão se adequar. Hoje, nem o Fórum da Comarca e nem a SDR estão adequadas à legislação.

A vereadora Rozi Terezinha de Souza (PMDB) vem cobrando a implantação da lei nos dois órgãos públicos, onde trafega muitas pessoas diariamente.  Para justificar sua reivindicação, Rozi citou os dizeres de um cartaz de uma aluno da Apae no desfile de 7 d setembro, onde dizia: " Se o lugar não está pronto para receber todas as pessoas, então o lugar é deficiente". A vereadora relatou que o elevador que está parado e deveria servir tanto para a Câmara como a prefeitura.

O presidente Arno Xavier justificou que desde que assumiu a presidência priorizou algumas melhorias no prédio, coma a implantação de servidor nas áreas de Ti, câmeras de monitoramento e controle de estacionamento. Xavier também argumentou que o custo do elevador é honroso e pediu um estudo de custos para ver a melhor opção de custo beneficio. A provisão orçamentária vai estar inclusa no Plano Pluri Anual (PPA) de 2014. 

Dr. Charles tem contas de campanha aprovadas

A Corte do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina reverteu decisão de 1ª instância e aprovou as contas de campanha relativas às eleições de 2012 do prefeito pelo PT de Braço do Trombudo, Charles Rafael Schwambach. A decisão foi unânime e consta do Acórdão n° 28.619. As irregularidades que teriam ensejado a reprovação em 1º grau consistiriam na ausência de especificação de recurso estimável em dinheiro relativo ao uso de veículo próprio e na ausência de especificação de que a publicidade com carro de som teria sido realizada pelo próprio doador. 

Em seu recurso, o prefeito de Braço do Trombudo alegou que não teria agido de má-fé e que tais falhas constituiriam mera formalidade. No tocante à ausência de especificação das doações estimáveis em dinheiro advindas da publicidade por carro de som, o TRE entendeu que teria sido esclarecido pelo prefeito que sua realização teria se dado pelos doadores e, apesar da falta de comprovação pelo recorrente quanto a ser, ou não, o produto do serviço prestado atividade econômica própria do doador.


Parcerias políticas

Apesar de serem adversários políticos nas eleições de 2014, os deputados federais Rogério Peninha Mendonça (PMDB), Esperidião Amin (PP) e Marco Tebaldi (PSDB) e João Rodrigues (PSD) e atual secretário da Agricultura e da Pesca, eles estão atuando juntos para atender os catarinenses com mais economia.

Como passar emendas para as prefeituras muitas vezes complica os prefeitos devido a obrigatoriedade da contrapartida, eles decidiram unir forças. Os deputados passam suas emendas à Secretaria da Agricultura e da Pesca que compra os equipamentos em quantidade e beneficiam as prefeituras.

Com os recursos das duas emendas no valor de R$ 1.414.335,00 do deputado Peninha (na foto com João Rodrigues em Lontras) e a contrapartida de R$ 524 mil da Secretaria foram adquiridos motoniveladoras (Agronômica, Imbuia e Vidal Ramos), escavadeira hidráulica (Leoberto Leal), retroescavadeira (Lontras) e trator de pneu (Pouso Redondo e Witmarsum). Neste mês serão 26 tratores com Esperidião Amin e 15 com Marco Tebaldi.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

E Kennedy nem falava BRASILEIRO

Lembro-me quando a gente ensaiava e cantava a plenos pulmões o Hino da Independência. Aquele que, baixinho, ríamos escondido da professora, colocando um japonês com quatro filhos no início da letra. Fazíamos fila, por altura e “formação”, na frente da escola. Há, sim! Sabíamos o Hino de Santa Catarina também. 
Depois de um tempo, passei de aluno que desfilava no sistema militar ao ritmo dos tambores, para apresentador no palanque e tantas vezes com transmissão ao vivo pelo rádio. 

Vi meio chocado, que o Verde e Amarelo da minha escola de infância no Mirim Doce, foi trocado pelo Preto de luto em tantas ocasiões de protesto no desfile da Pátria, em Rio do Sul, Lages, Caçador, Taió e outras cidades que andei. Refletiam a independência e os ares de liberdade que estavam chegando. 


No seminário dos padres Alemães de Salete debochava com os colegas, do sotaque e dobrávamos o joelho na igreja, lugar escolhido para as preces. Com eles, aprendi a ser brasileiro.
Vejo hoje, crianças e alunos em geral que estufam o peito para proferir hinos religiosos diversos, no dia da Pátria, que está retirando os crucifixos das paredes governamentais, na crescente discussão da laicidade do estado.


Embora grifadas em verde e Amarelo e escritas em língua portuguesa, às frases sobre a Pátria são citações estrangeiras de quem nunca esteve aqui e nunca falou nosso idioma, enquanto nossos valores intelectuais nacionais são vilipendiados sem pestanejar e bibliotecas são destruídas.


Esses estrangeiros são mesmo interessantes. Ficam zoando da gente, mas desejando morar e viver aqui. Mostram suas bandeiras, suas cores, seus hinos, suas frases, suas coisas.... 

Nesta data, no ano que vem, terei completado meio século de vida. Imagino-me tentando convencer as pessoas a desfilar no dia sete de setembro, por amor à Pátria, que aprendi a gostar ainda mais depois que comecei a estudar fora do País. 


Resta-me imaginar que o Hino da Independência fica esquecido, pelo questionamento da farsa que os professores continuam ensinando na escola, sobre a independência.
Ah, sim, o descobrimento também é uma farsa! Tem ainda a farsa da Proclamação da República e aquela babaquice da inconfidência mineira e do Tiradentes. 


Mas já que tudo é uma farsa, então, vamos combinar e fazer direito! Vamos tocar o hino da independência, oportunidade única para executá-lo. Igualzinho ao desfile e motivo do feriado. 


A farsa está ficando bem melhor. Agora já nem se questiona se o Hino da Independência foi trocado por Hino Religioso, e onde é o lugar de cada um. Afinal, civismo é desfilar e com este gesto, aumentar a nota no boletim dos alunos. 


O japonês já possui muitos filhos. 

God Save the Queen, au revoir und Deutschland über Alles. 
Arrivederci muchachos !

Por: Wanderlei Salavador

E se a enchente fosse agora?


Há exatos dois anos, a população do Vale do Itajaí vivia o drama das cheias que castigaram e trouxeram inúmeros prejuízos. Em Taió, um dos munícipios mais atingidos, a população sofreu com o despreparo dos órgãos públicos. Os moradores foram pegos de surpresa pela falta e ineficiência de informação. Alguns moradores viveram momentos dramáticos com o boato de que a Barragem Oeste estaria estourando. De lá para cá quase nada mudou, não há cadastro de canoeiros, nem caminhões de transporte ou de voluntários para auxiliarem a Defesa Civil. Pior, até agora as autoridades nem sabem a altura que água do rio chegou, nenhum morador sabe a “cota” de enchente que deveria vir impressa no carnê do IPTU.

O que realmente mudou de forma descontrolado foi o número de aterros. Foi a alternativa encontrada pelos moradores para “fugir” das cheias, já que não existe lei que regulamenta aterro ou escavações. A lei que cria a Coordenadoria Municipal de proteção e Defesa Civil (Conpdec), do município de Taió levou um ano para ser colocada em prática. (aprovada em agosto de 2012), mas até agora não foram definidos os integrantes do Conpdec, nem o plano de contingência do município, nem o regimento Interno. O Conpdec deve ser divido em seis setores: Coordenação; Grupo de Ações Coordenadas – GRAC; Conselho; Secretaria; Setor Técnico e Setor Operativo.

É o Conpdec que tem a tarefa de declarar situação de emergência e estado de calamidade pública, além de promover a fiscalização das áreas de risco de desastre e vedar novas ocupações nessas áreas;  vistoriar edificações e áreas de risco e promover, quando for o caso, a intervenção preventiva e a evacuação da população das áreas de alto risco ou das edificações vulneráveis; organizar e administrar abrigos provisórios para assistência à população em situação de desastre, em condições adequadas de higiene e segurança;
Manter a população informada sobre áreas de risco e ocorrência de eventos extremos, bem como sobre protocolos de prevenção e alerta e sobre as ações emergenciais em circunstâncias de desastres; também é tarefa do Conpdec. O Conselho também ficará responsável por prover solução de moradia temporária às famílias atingidas por desastres e supervisionar e fiscalizar os recursos empregados pelo Fundo Municipal de Proteção e Defesa Civil (FUMPDEC). O Coordenador da Defesa Civil do município, Marcio Farias a estrutura deverá ficar pronta até o final do ano.

Farias justificou que a burocracia é o maior entrave par a aplicação dos programas estabelecidos pela Defesa Civil Estadual e Nacional.  “Ainda faltam alguns dados que a gente não tem e vamos ter que discutir com a comunidade”, falou ele sobre o Plano de Contingência.


“No próximo dia 11 haverá um treinamento para a instalação e controle dos pluviômetros que serão instalados”. Os pluviômetros automáticos s serão instalados em pontos estratégicos e os dados vão integrar o sistema de monitoramento do radar meteorológico. Sobre as cotas de enchente, ele disse que estão sendo feitas pela mesma empresa que fará o recadastramento imobiliário do município. Por fim, disse que o fato de haver só uma pessoa no setor também dificulta o trabalho.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Joel Macoppi denuncia descaso com biblioteca



O vereador Joel Macoppi (PP) se mostrou indignado com a situação da única biblioteca pública do município de Taió.  Os livros que estavam expostos em uma sala na Casa da Cultura foram retirados e colocados em uma sala que a prefeitura de Taió tem alugada no Seminário Diocesano, onde funciona o Programa de Erradicação de Trabalho Infantil (PETI). A situação foi denunciada por usuários da biblioteca ao vereador, que cobrou explicações do Poder Executivo sobre a situação. “A biblioteca é visitada por muitas pessoas que iam à Casa da Cultura em busca de leitura e descobriram que a biblioteca foi retirada daquele lugar. Esses mesmos livros foram tirados das prateleiras e colocados em sacos de lixo”, lamentou o vereador. Ele relatou que foi procurado por moradores preocupados com a situação. A mudança foi confirmada pelo próprio Secretário de Educação.


Para Macoppi a Administração deveria ter feito um comunicado com antecedência, além de ter deixado os exemplares devidamente catalogados. “Não em sacos de lixo, isso é uma afronta a campanha que o próprio governo faz para que as crianças cuidem dos livros”. Ele argumentou que a justificava do Secretário não foi bem explicada e nem ficou claro como ficará a biblioteca e nem se vai ser reativada. “O que é mais preocupante é saber que neste ano a biblioteca nem tem previsão para voltar a funcionar, espero que a administração reveja essa situação”, falou Macoppi. O vereador disse ainda que nos dias de hoje há todo o tipo incentivo a prática de leitura, mas a administração está dificultando o acesso à leitura.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

TEM ALGUÉM COMEMORANDO O VOTO ABERTO?

Oras...O voto aberto no congresso, nobre, inocente, festivo e tolo eleitor, não é para que o povo fiscalize onde os deputados estarão votando! NÃO! O voto aberto serve para que, quem COMPRA o voto dos deputados, no caso o palácio do planalto em mensalões da vida, os lobistas, as ONGs, etc, fiscalizem se o deputado votará mesmo de acordo com os interesses dos poderosos.

É o coronelismo com upgrade, é o voto de cabresto dentro da câmara dos deputados; mais uma vez O POVO perde quando pensa que está ganhando, pois antes os deputados corruptos podiam se vender aos poderosos e mesmo assim, por aquele ínfimo resquício de consciência que tinham, votar a favor do povo. Traindo o interesse dos poderosos faziam mais ou menos como faz o povo que pega dinheiro para votar em um candidato e vota em outro.

E com o voto aberto? Com o voto aberto os deputados jogarão sempre para a torcida, não pelo que julgam certo, votarão conforme o estalo do chicote representado pelo dinheiro que os financia e pela minoria opressora que é sempre mais barulhenta que a maioria trabalhadora.

Ou seja, o povo está sendo ludibriado novamente, o fim do voto secreto no congresso é mais um grande avanço rumo à ditadura dos poderosos.



Por Jayson Rosa - https://www.facebook.com/CasandoOVerbo

sábado, 31 de agosto de 2013

SOBRE A BIBLIOTECA DA CADA DA CULTURA DE TAIÓ!

Esta sensível crônica, trata de bibliotecas, ignomínia e irresponsabilidade do poder público de Taió com um de seus bens tão importantes. Trata também de sonho e desejo por uma cidade mais justa e com acesso a informação para todos.
Única biblioteca pública de Taió está sem livros.

Já não é de hoje que tenho me revoltado com a escassa cultura de Taió. Todos os dias ouvimos reclamações de que o Brasil é um “país sem cultura”... O Brasil NÃO é um país sem cultura. O problema é que “Pessoas sem cultura”, estão nas presidências, diretorias, prefeituras, assembleias. O problema é que nós não damos o devido valor a ela. Alimentamos a cultura do funk, do carnaval, do BBB e quando precisamos lutar por uma biblioteca que foi destruída poucas pessoas se mobilizam. O mesmo ocorre quando dois, três resolvem ir às ruas gritando por maior valorização aos escritores brasileiros, ao teatro, à música, à arte. Poucos se importam, e aqueles que se importam acabam se obrigando a desistir.
Os jovens estão cada vez mais desinteressados em ler, e caso vocês não tenham percebido, este é um problema seríssimo, e que precisa ser resolvido. 

O hábito de ler deve ser incentivado na infância, para que o indivíduo aprenda desde pequeno que ler é algo essencial e importante, assim ele será um adulto erudito, criativo e inteligente. Saber ler e compreender o que os outros dizem nos difere dos animais irracionais, pois comer, beber e dormir até eles sabem; é a leitura, no entanto, que proporciona a capacidade de interpretação.

Reclamamos diariamente da corrupção no Brasil, mas não paramos para pensar que a principal causa disso tudo é a ignorância dos brasileiros. Povo esperto não elege corrupção. Povo esperto não permite roubalheira. Povo esperto cuida daquilo que é de sua cidade, estado, país. 

E para combater a ignorância, não basta simplesmente elevar o número do Ideb. Não basta simplesmente fazer de conta. É preciso investir em C-U-L-T-U-R-A. E eu não estou falando de “eguinha pocotó”, “ai e eu te pego” ou “bonde das maravilhas”. To falando de bibliotecas, auditórios, salas de dança, música, artesanato, artes visuais, idiomas, teatro, etc. Nossos políticos precisam investir nisso. Como já dizia Fernanda Montenegro, uma cidade sem auditório não é cidade. O mesmo digo de uma cidade sem biblioteca. 

Nesta sexta-feira, 30 de agosto, recebi a notícia de que a biblioteca que frequentei durante 7 anos foi fechada e destruída. Taió (SC) perdeu sua única biblioteca. Os motivos segundo informações de funcionários do local, é que precisavam de um depósito maior. E pra isso resolveram fechar a biblioteca, afinal, depósito é bem mais importante do que livros. A diretoria do local escolheu os livros de “capa bonita” para salvar e os demais, só Deus sabe onde foram parar. 

Como muitos sabem eu sou escritora e uma pessoa que não vive sem livros. Amo aquela biblioteca, amo os livros, amo arte, cultura e tudo o que me proporciona raciocínio, conhecimento e experiências, a biblioteca da Casa da Cultura faz parte da minha vida e tenho certeza que faz parte da vida de muitos. E claro que não poderia deixar de contestar contra isso.

Não podemos deixar que livros sejam tratados como “lixo”. Peço a ajuda de todos para que algo seja feito e que nossa cultura seja protegida e incentivada! Não destruída. Sabemos que a ignorância é o maior problema da humanidade. Sem ignorância, políticos corruptos não chegam ao poder, sem ignorância não há violência, roubo, desonestidade, imoralidade. E eu lamento informar, mas o antídoto para a ignorância é, sem dúvidas, os LIVROS!

Estou extremamente revoltada, e com certeza não vou descansar enquanto não ver esse patrimônio público recebendo seu devido valor novamente!
Publicado por: Maria Luiza Cunha

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Passo Manso a Rio do Campo: Só no outro natal...


Obra vai atrasar em no mínimo um ano.
 Se tudo ocorrer dentro do previsto, as obras de revitalização da rodovia SC 327, que liga o Distrito de Passo Manso e o município de Rio do Campo será inaugurada na véspera das eleições de 2014. Mas se continuar do ritmo que está a data mais provável é que seja entregue à população só 2015.  O contrato assinado entre o Governo do Estado, o Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra) e a empreiteira em 18 de janeiro de 2013 previa a entrega em dezembro próximo.

A confirmação foi dada pelo engenheiro responsável do Deinfra no Alto Vale, Luiz Alberto Raupp, pelo engenheiro da Infrasul (responsável pela obra) Keyner Nunes Mayer e pelo engenheiro do Consórcio Única (responsável pela fiscalização da obra), Marcos Vinícios de Souza. Os motivos foram apresentados à vereadores de Taió e de Rio do Campo, em uma audiência na tarde desta quinta-feira, 15/08, na SDR de Taió. A reunião foi intermediada pelo Secretário Adjunto, Moacir Oenning.

Os vereadores pediram explicação e informações sobre o andamento da obra. “A gente passa com frequência pelo trecho e percebe que a movimentação de maquinários e operários está abaixo do normal para uma obra importante”, disse o presidente da Câmara de Rio do Campo, Alex Losi (PMDB). Os vereadores também reivindicaram que enquanto a obra não deslancha que seja feita uma operação taba–buracos, mas o pedido foi descartado, já que não há orçamento para isso.

O engenheiro do Deinfra explicou que atraso se deve por questões burocráticas entre a empresa e o detentor das licenças ambientais e de exploração de uma pedreira. “A gente tem um contrato assinado por ele, mas ainda não nos passou a documentação das licenças da Fatma. Ele vem nos enrolando desde o inicio do ano”, relatou Mayer. A empresa Infrasul já instalou um britador no local e só aguarda o desenrolar da situação. O engenheiro do Deinfra relatou que já se estudou a possibilidade de tornar a pedreira área de utilidade pública, mas as vias judicias poderiam atrasar mais ainda a conclusão das obras.


A obra, orçada inicialmente em R$ 13,9 milhões, já prevê o primeiro “Termo Aditivo”, que só aguarda a conclusão de um levantamento técnico. “Apesar disso as obras estão num ritmo tolerável, e dentro da qualidade que foi proposta inicialmente”, garantiu o engenheiro do Deinfra. Ele explicou que o projeto já estava pronto em 2002 e só foi aplicado em 2012, e que poderá ocorrer algumas adaptações. Enquanto isso, os usuários seguem trafegando na pior rodovia pavimentada de Santa Catarina.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Rios viram canal de lixo e esgoto

A colonização europeia do Vale do Itajaí foi a principal responsável pelo desenvolvimento econômico da nossa região. Foi navegando pelo rio acima que chegaram os desbravadores. Os rios que serviram para escoar a riqueza no passado, hoje levam os dejetos, esgotos, animais e muito plástico.  Porém, a pujança dos colonizadores foi suprimida pelo descaso com que a população vem fazendo com os rios que banham as principais cidades do Vale do Itajaí. Primeiro, foi a ocupação desordenada das regiões de várzea, que também é chamada de leito secundário do rio. Esse leito abrigaria as águas nos períodos de chuvas prolongadas e enchentes. As cidades de Taió, Mirim Doce, Rio do Oeste, Rio do Sul, Lontras, Aurora e Ituporanga são as que mais registraram alagamentos ao longo dos anos. Todas foram construídas em áreas onde a natureza usava para “acomodar” o excedente da água do rio. Pior, aterros, e mais aterros são feitos a cada dia, sem lei e sem fiscalização.

Um grande mutirão envolvendo entidades, poder público, empresas e moradores de várias cidades da região tentam resgatar o rio para que no futuro possamos amenizar os danos e melhorara a vida dos nossos filhos. O coordenador de Comunicação Social da Usina do Consórcio Salto Pilão, Rubens Habitzreuter, que organiza a Campanha "Rio Itajaí Pede Nossa Ajuda" reatou a situação vivida diariamente por funcionários da Usina, que recolhem os entulhos jogados no rio.

Ele falou da preocupação do Consórcio com a grande quantidade de resíduos sólidos recolhidos diariamente na Usina de Salto Pilão, em Lontras. A presença de embalagens de agrotóxicos é outra preocupação.  “A agua do rio passa por cima da barragem em uma das extremidades, onde uma grade retém o material sólido despejado no rio. São encontrados vários tipos de animais mortos, cavalo, cachorro e gado”. Rubens relatou que o lixo jogado nos rios da região já foi encontrado no litoral Paranaense.

Ele também relatou que ouve no último ano ouve uma diminuição na quantidade de embalagens de garrafas pet. “Não sabemos se isso é fruto da campanha, mas a diminuição é perceptível”. A campanha atinge três segmentos: os ribeirinhos e moradores das margens,  estudantes com palestras e distribuição de materiais nas escolas e por último as entidades da sociedade organizada. O projeto prevê que no futuro o rio Itajaí passa a ser parecido com rios europeus.


quinta-feira, 25 de julho de 2013

A saúde nas mãos do Ministério Público.


A audiência pública promovida pelo Ministério Público e a Câmara de Vereadores aumentou as discussões sobre duas questões do Sistema Único de Saúde: A situação do Pronto Atendimento Municipal (PA) e o serviço de obstetrícia (realização de partos) no Hospital Dona Lisette. Mais de 150 pessoas ouviram o posicionamento da Diretoria do hospital, secretário de saúde, gerente da saúde, prefeito e o promotor de Justiça da Comarca de Taió, Bruno Bolognini Tridapalli. Depois de quase três horas de pronunciamos, justificativas, teorias e promessas, o MP vai estabelecer um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), entre o município de o hospital para garantir o atendimento digno e eficaz.

A audiência começou pontualmente às 19 horas com a explanação do Promotor que apontou dois problemas sobre a não realização de partos pelo Sistema Único de Saúde: A falta de profissionais, tanto de médicos quanto de auxiliares, como enfermeiros, técnicos e  instrumentadores. Outro problema está na falta de comunicação entre os postos de saúde e ambulatórios e o hospital para o monitoramento das gestantes que estão realizando pré-natal.  Essa informação seria essencial para mensurar a quantidade de partos por mês.

No Pronto Atendimento Municipal (PA), quando um paciente chega, o médico que faz o internamento precisa se responsabilizar pelo paciente ou achar outro médico que se responsabilize. Não há encaminhamento à médico especialista. No relatório apresentado, o Promotor também constatou que o médico plantonista que atende fica responsável pelo paciente, não há outro profissional de sobreaviso. Depois foi a vez de ouvir os relatos de profissionais médicos, que apresentaram diversas queixas, como a má remuneração e falta de sintonia entre os ESFs, Pronto Atendimento, Hospital e profissionais. Algumas indagações não foram respondidas e uma alternativa foi apresentada pelo médico Paulo Campos, de a comunidade evangélica passar o hospital para o município.

O pronunciamento do Gerente de Saúde da SDR de Taió, Tercílio Bonessi, não convenceu os participantes, além de extenso, o discurso de “transformar o hospital em referência regional” vem se repetindo desde a implantação da Secretaria Regional em Taió. O prefeito Hugo Lembeck (PMDB) falou sobre as viagens à Brasília e a capital estadual em busca de recursos para implantar a Rede Cegonha. Já o secretário municipal de saúde, Klaus Dieter Diel, apresentou dados dos atendimentos prestados pelo município e os custos para manter a estrutura do Pronto Atendimento Municipal.

A presidente do Hospital Dona Lisette Úrsula Hosang, falou do comprometimento da diretoria e da comunidade evangélica com o atendimento e da dificuldade de manter aquela estrutura. Ela também relatou como era a situação em outras administrações. O Diretor Executivo da Associação de Hospitais do Estado de SC, Braz Vieira, falou sobre a situação dos 191 hospitais que atendem SUS. Segundo ele, destes, 101 hospitais tem menos de 50 leitos e não estão aparelhados, 41 tem menos de 30 leitos e poderão ser “rebaixados” pelo Ministério de Saúde.

“Os problemas ainda virão, porque os técnicos do Governo Federal ditam a politica sem reconhecer a realidade de cada região do Brasil. E o MS não vai ajustar as tabelas do SUS”, disse. Em média a tabela SUS paga 42% do custo dos atendimentos, seria o motivo dos hospitais passarem por dificuldades. Outra questão é a situação “Jurisdicional”, onde os médicos não têm mais a pré-disposição de atender quando não se sentem seguros. Vieira também abordou a questão que não há recursos de governo para subsidiar os custos dos hospitais, segundo ele, seria a melhor alternativa em curto prazo.


O promotor também concordou que a remuneração do SUS é inadmissível, mas avaliou positivamente a audiência. “A população expos suas ideias de forma respeitosa, educada, ponderada e todas as partes envolvidas fizeram suas colocações. Infelizmente não temos o poder de alterar a tabela SUS, mas não somos homens públicos para apresentar defeitos e sim buscar soluções”. O MP vai agora colocar uma proposta no papel para ter a garantia de ambas a as partes e por fim homologar um acordo entre Hospital e Município. O MP também convidou os médicos do município para organizar uma tabela de custos adequada para atrair profissionais no PA e hospital. A população aguarda ansiosa.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Saúde de Taió em debate


As reclamações no atendimento do Pronto Atendimento (PA), a falta de médicos nos PSFs e ausência de nascimentos no Hospital Dona Lisette não são novidades para ninguém. O atendimento na saúde foi tema e promessa de todos os candidatos a prefeito dos últimos 20 anos. O único Hospital da cidade se orgulha do dinheiro em caixa, da estrutura nova, mas não há médicos na folha de pagamento. O munícipio empurra a culpa na falta de profissionais no mercado, mas gasta mal os recursos da saúde. Uma audiência pública dia 22, vai colocar frente a frente os responsáveis por “gerir” a saúde no município.

Será a terceira audiência pública que tratará do assinto, a primeira junto com o Ministério Público, e pode a última tentativa, caso contrário a situação poderá parar na Justiça. Durante quatro meses o Ministério Público de Santa Catarina, através do Promotor de Justiça de Taió, Bruno Bolognini Tridapalli, tentou desvendar a situação na saúde pública de Taió.  Os piores casos são das gestantes, que são atendidas pelos SUS nos início da gestação e na hora do nascimento o médico, que fez o atendimento durante os nove meses não é o mesmo que fará o parto.

Serão discutidas duas questões especificas: A situação do Pronto Atendimento Municipal (PA) e o serviço de obstetrícia (realização de partos) no Hospital Dona Lisette. O promotor acredita que a audiência deverá por um fim no impasse entre hospital e prefeitura. Caso contrário, o MP vai propor um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o município e o Hospital, persistindo o impasse, os atendimentos poderão ser feitos por força judicial. “A nossa intenção é melhor o atendimento da saúde no município, tanto no Pronto Atendimento, quanto na questão de realizar partos via SUS no Hospital Dona Lisette”, explicou o promotor.


Segundo o Ministério Público há inúmeras reclamações obre o atendimento e a falta dos serviços prestados. Durante quatro meses Tridapalli colheu informações e tentou entender a situação. “Por isso vamos promover esse debate, entre Prefeitura, Hospital e a população”. Para o promotor a Audiência é a melhor maneira para iniciar uma mudança no atendimento da saúde e quem sai ganhando é a população. “É o momento onde as pessoas poderão vir e apresentar as queixas diretamente os diretores do hospital, representantes do poder público, vereadores e Ministério Público”, finalizou Tridapalli. Essa será a segunda Audiência promovida pelo Poder Legislativo para resolver a situação em Taió. 

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Taió entra na onda de protestos

O fenômeno e a força das Redes Sociais foi coloca a prova nas manifestações de protestos pelo Brasil. Poucas vezes na história presenciamos isso, e nunca de forma tão abrangente e não premeditada. O mais importante disso tudo são os motivos que entraram no movimento que começou com protestos contra aumento da passagem de ônibus nas capitais. As manifestações em cidades menores ganharam novos contornos com a inclusão de reivindicações regionais. Três cidades do Alto Vale confirmaram eventos, Presidente Getúlio, Taió e Rio do Sul.

Em Taió, uma manifestação pacifica está programada para o próximo sábado, às 11 horas da manhã na Pracinha João Machado da Silva. O ato que também começou a ser divulgado em redes sociais coloca a cidade no mapa das manifestações pelo Brasil. Os manifestantes vão protestar contra a falta de médicos, o fim dos partos em Taió, ruas sem calçamentos, asfaltos e estradas esburacadas, o fim de gastos elevados em obras públicas e dos superfaturamentos.

Cerca de 400 pessoas confirmaram a presença, assim como em outras manifestações, onde o povo de Taió foi às ruas a favor do Piso dos professores, contra o MST, contra as nucleações de escolas, contra os juros de bancos e reivindicando melhorias nas estradas do interior, deverá comparecer no evento de sábado. A população brasileira não aguentou mais, e quem participar, também fará parte da história, como a companha das Diretas já, nos nãos 80, e a dos Caras Pintadas na década de 90.


Uma reunião na terça-feira, 18, no Clube do União, reuniu uma dezena de jovens que encabeçaram o movimento. O grupo decidiu desestimular a participação de políticos, mas vai aceitar gente de todos os partidos políticos. O protesto seja do tamanho que for, também vai servir para orientar o grupo a reivindicar o "Conselho da Cidade de Taió. O exemplo vem da cidade de Blumenau, onde o órgão funciona desde 2002, e está “acima do prefeito e vereadores" e é composto paritariamente por governo e comunidade. 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Adversários em sintonia

Adversários na última eleição municipal em Rio do Sul, Gariba e o deputado Jorge Teixeira, se encontram ontem, em Florianópolis. 

O prefeito de Rio do Sul, precisou do apoio do Deputado para prorrogar até 31/08/2013 a prestação de contas que estava bloqueando o município de receber as parcelas para a continuação das obras que estavam paralisadas. 

A construção da praça da Rua XV, da ponte que liga o bairro Albertina ao Bomfim, contrução da ponte que liga o bairro Barra da Itoupava à Barra do Taboão e da ponte que liga o bairro Jardim América ao Canta Galo.


Carne com padrão internacional


Adinei com a primeira carga de bois das raças Hereford e Braford

O empresário Adinei Sandri também investe em outro setor do agronegócio. A criação de gado tipo “fórmula 1”, para os mercados e consumidores mais exigentes. Para conseguir chegar a um gado de qualidade, Sandri firmou intercâmbio com a Fazenda Mãe Rainha, que possui matrizes e touros premiados e classificados entre os melhores do país. O diferencial da Mãe Rainha é o pioneirismo em técnicas aliadas à alta tecnologia como a alta seleção genética dos animais e o melhoramento de campo nativo, o que a faz uma referência nacional na criação das raças Hereford e Braford.

Essas raças apresentaram maior ganho de peso e o melhor desempenho econômico na região de Coxilha Rica, em Lages, onde fica a fazenda. Isso foi o que motivou o empresário Taioense adquirir bovinos para serem criados na Fazenda Nono Belli, em Passo Manso. Um dos sócios da Fazenda Mãe Rainha, o advogado, Edson Riberio Colombo, filho do Governador Raimundo Colombo passou o último final de semana conferindo a evolução e adaptação das raças na Fazenda do Grupo Sandri. Colombo, também veio retribuir a visita ao amigo, Adinei Sandri. Delemar Macedo, veterinário da Pfizer e Marcos Antônio Ploncoski, veterinário da Eurofarma, amigos e criadores da região, também acompanharam a visitação em campo.
Nerlize e Adinei Sandri, Colombo e o empresário Rui Krenkel.

Fazenda Nono Belli está encrava na Serra Geral

Com a economia em crescimento, o Brasileiro está comendo melhor e exigindo produtos de melhor qualidade.  Porém há a constatação de que a produção de carne de primeira linha é insuficiente para atender a procura. “Se você investe na qualidade, ela te dá o retorno, porque na hora de vender o nosso boi, conseguimos em torno de 15% a mais, por causa da qualidade. As pessoas tem dinheiro pra comprar uma carne melhor, mas muitas vezes não temos o produto no mercado”, disse Adinei Sandri. O Rio Grande do Sul é a região do Brasil que produz carne de qualidade, além de alguns lugares no Paraná e a região alta de Santa Catarina. Podendo se igualar ao Uruguai e a Argentina, que produzem carnes de primeira linha. A Fazenda Nono Belli, está encravada na Serra Geral, e possui clima semelhante à região de Lages e o Rio Grande do Sul.

Criadores estão desenvolvendo programas em várias associações, para ter escala de produção e buscar esse mercado. “O Adinei acabou de vender um lote bois fórmula 1, em qualquer lugar do mundo será a melhor carne, em qualquer restaurante do planeta. Porém, ali tem poucas algumas picanhas, em uma churrascaria boa, vai tudo”, avaliou Edson Colombo. O empresário Lageano acredita que em boa parte de Santa Catarina e inclusive Taió, as raças Hereford e Braford são muito produtivas e consequentemente lucrativas.

“Essas raças crescem rápido, tem boa fertilidade, e as vacas dão terneiros de qualidade com grande precocidade para o abate. A melhor carne do mundo vem dessas raças Inglesas, junto com a Angus e a Devon”. Colombo acredita que até em pequenas propriedades, é possível criar bois com alta qualidade. Ele esteve recentemente na Nova Zelândia, que detém uma das mais altas produtividades do mundo, para avaliar os tipos de pastagens e tentar adaptar novas tecnologias em Santa Catarina.
Edson Colombo conferindo a nova geração de bois 

Em sua avaliação o problema enfrentado pelos criadores é que não existe uma tabela de preço definindo uma diferenciação de carne, na hora da venda para os frigoríficos. “Temos uma carne diferenciada e de altíssima qualidade, porém essa mercadoria de luxo ainda não é vendida com o diferencial que a caracteriza. Essa realidade vem mudando, mas está longe do potencial existente”, finalizou Colombo. 

J. Thomé divulga nota oficial sobre a bronca no PMDB

Amigos. É de conhecimento público que pedi desligamento do PMDB de Rio do Sul, através de protocolo junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina, aonde solicito o desligamento do partido sem a perda de mandato, por motivos óbvios previstos na Lei de Fidelidade Partidária, que em função de inúmeros fatos ocorridos me dão esta possibilidade.

Decisão esta muito difícil por sinal, pois sou filiado no PMDB desde 2003, ou seja, há dez anos. Tive a oportunidade de presidir a JPMDB de Santa Catarina durante 2010 a 2012. Minha família tem uma história neste partido, que hoje é comandado talvez por pessoas que desconhecem a trajetória do partido na sua essência. Peço compreensão aos amigos PMDBistas de verdade neste momento, que são muitos. O respeito e consideração por todos será mantido de minha parte e tenho certeza de que com muitos destes continuarei discutindo políticas públicas positivas para nossa sociedade.

Fui reeleito no ano passado com a expressiva votação de 2.362 votos, sendo um fato inédito aonde um vereador que busca a reeleição consegue obter o maior número de votos. A sociedade reconheceu o nosso trabalho, através dos mais de 40 projetos de minha autoria que foram aprovados, inúmeras ações com a juventude e presença junto a entidades, associações e clubes aonde realizei inúmeros trabalhos em parceria.

Acontece que logo após a eleição do ano passado as coisas passaram a não mais acontecer de uma forma harmoniosa dentro do PMDB, aonde acredito que as coisas passaram a ser defendidas de forma individual e não mais coletiva. De certa forma meu partido focou as ações em saudar compromissos de campanha, usando a câmara de vereadores para tal, situação que não comungo e por isso iniciaram-se os problemas de relacionamento, ponto de vista e condução dos trabalhos.

No final de 2012, após eu ter renunciado a função de prefeito em exercício para votar as contas do ex-prefeito no exercício de 2004, num ato de respeito e valor ao Poder Legislativo de nossa cidade, o trato do meu partido, principalmente por parte dos seus comandantes, não foi mais o mesmo. O partido havia se comprometido com o ex-prefeito que após a eleição teria as suas contas aprovadas, contrariando o parecer do Tribunal de Contas do Estado. Porém eu já havia votado pela desaprovação das mesmas em 2009 e não voltaria atrás na minha posição, que defendi fortemente na época e tive o apoio da sociedade na minha decisão.

Daquele momento em diante não tive mais espaço no partido para realizar meus trabalhos principalmente na Câmara, aonde votei no candidato a presidente e primeiro secretário que o partido indicou, porém não tive apoio para compor as comissões de finanças e justiça, esta última que pedi por oficio o apoio, mas o PMDB para não me contemplar, votou em uma vereadora do Partido dos Trabalhadores - PT.

Recentemente a Câmara criou uma comissão provisória para discutir os problemas de mobilidade urbana de nossa cidade, assunto que muito me interessa. Da mesma forma coloquei meu nome a disposição para ser o representante do PMDB na referida comissão, porém não obtive sucesso mais uma vez, sendo que o indicado a compor a comissão foi o outro vereador do partido.

Outra situação pontual que faz com que eu tenha incompatibilidade ideológica com meu partido é a forma com que os projetos que construímos na administração passada, aonde o PMDB tinha o vice-prefeito e eu inclusive fui Secretário de Administração, estão sendo conduzidos hoje, como se não fossem mais importantes para a nossa cidade. Programas importantes na área da educação, na condução de obras públicas que ficaram por concluir e a forma com que discutem a situação econômica da prefeitura me fazem pensar que não é esta atitude de um grupo que fez parte da administração anterior, e sim de um novo grupo que quer discutir politicamente os rumos de nossa cidade.

Não posso eu ter defendido inúmeros programas que foram colocados em prática na época e hoje dizer que eles não são mais importantes para a cidade. Alguns deles fui autor de lei que regulamentou as propostas, para que elas fosse dada continuidade nas próximas administrações. Grêmios estudantis, regulamentação da matéria de empreendedorismo, regulamentação da padaria-escola e açougue-escola, programa de atendimento ao idoso - PAI, entre outros. Tenho escutado que alguns destes não devem continuar porque simbolizam a administração de um determinado prefeito. Para mim o que vale é a continuidade da coisa pública, principalmente quando se trata de programas que deram certo.

É neste sentido que percebo o meu trabalho na Câmara e como pessoa pública acabam ficando comprometidos, por não ter apoio do partido para ocupar espaços e mostrar meu trabalho para a comunidade, como me comprometi no período eleitoral e fiz no primeiro mandato. Por não conseguirmos falar a mesma língua quando o assunto é a administração municipal e os rumos dos programas que criamos em tempos passados. Fui eleito pelo povo e é para as pessoas que devo satisfação. O partido é muito importante neste contexto, mas precisa dar o espaço necessário para que seus membros possa realizar um trabalho frutífero.

Espero que o PMDB de nossa cidade entenda esta posição e concorde que devo permanecer como vereador, já que 2.362 pessoas me confiaram a condição do meu trabalho por mais 4 anos e que tenho motivos de sobra para não continuar mais na sigla. Tenho inúmeros amigos que lá estão e que continuarão tendo o meu respeito e admiração. Cito o caso do prefeito Gariba, que é uma pessoa que estimo muito. Um amigo de verdade que tenho. Podemos discordar no campo das ideias, mas a nossa amizade é forte e será mantida. O que irei até o fim é para que eu possa manter o meu mandato, que o povo me deu.

No mesmo sentido, creio que tomei a decisão mais acertada possível e peço para que as pessoas compreendam esta atitude. Independente de sigla, meu trabalho continua de maneira forte e empenhada na Câmara. Em três meses de trabalho já apresentei três projetos de lei e inúmeras outras proposições. Estou fortemente presente na comunidade, discutindo seus interesses e demandas. Isso não mudará, independente de partido. O que preciso é de uma sigla que me dê os espaços almejados na câmara, o que hoje não consigo ter. E que possamos construir propostas conjuntamente para nossa cidade e depois executá-las, sem comprometimentos políticos, fazendo valer aquilo que apresentamos na eleição através de um plano de governo.

Abraços e obrigado a todos pela compreensão
Agora na Rua Victor Konder, na frente do Posto Cidade. 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

ENTREVISTA: Hugo Lembeck


Quando transferiu o domicilio eleitoral de Salete para disputar a prefeitura do município Taió, Hugo Lembeck (PMDB) sabia do desafio que tinha pela frente. Precisaria conquistar o eleitor taioense e ao mesmo tempo distanciar sua candidatura da administração municipal, que tinha elevados índices de rejeição. O fato de ser de outra cidade dividiu opiniões dos próprios peemedebistas, o fato foi a base, dos discursos dos opositores. O fato de “ser de fora”, no fim, contribuiu para o êxito. O ex-prefeito de Salete, ex-secretário da SDR de Taió, conseguiu romper a alternância no governo municipal de Taió e entrou para a galeria dos prefeitos que administraram mais de uma cidade. Ele concedeu a entrevista ao Alto Vale Notícias, em seu gabinete, as 19h, de terça-feira, depois de remarcar o compromisso que já havia sido agendado. O motivo? Um almoço inadiável na casa de um eleitor.

Você foi vitorioso nas eleições de outubro, as ações impetradas no TRE por seus adversários atrapalharam? Você ficou com aquela sensação de quem ganhou mais não levou?

Eu procurei não me ater muito a isso, mas indiretamente a gente acaba se envolvendo de alguma forma.  A gente perde o foco, precisa ir atrás de advogado, de processo para estudar a forma de defesa. Então, essa sensação de que ganhou mais não levou existe. Ainda não acabou, tem mais um recurso. Não tenho dúvida que nós vamos ganhar também. Porque a linha do relator do TRE foi de que o prefeito Ademar Dalfovo era uma coisa, e Hugo e Aristides outra coisa. Isso ficou muito claro. Nós procuramos nos distanciar da administração. O Ademar teve os méritos dele, fez de tudo para não comprometer o orçamento do município, mas fez o que tinha que ser feito.

Então você está tranquilo de que vai vencer em todas as estâncias?

Na verdade nós ganhamos a eleição por que trabalhamos muito e fizemos uma campanha independente, não vinculamos nada com a administração. E nós mostramos que iriamos fazer muitas coisas diferentes. Porque a população queria as mudanças, aqui sempre foi assim, com alternância do poder.  Nós conseguimos mostrar que mesmo sendo do mesmo partido, tínhamos outro foco e outro estilo de trabalho. Outra dinâmica.

Como colocar em prática essa mudança, aproveitando grande parte da equipe do ex-prefeito?
HUGO: Já começa pelos secretários, só aproveitamos o Klaus Dieter na Saúde. Mas acho que é o jeito do prefeito tocar. A cabeça mudou. Os funcionários efetivos são os mesmos, alguns diretores são os mesmos, mas foi uma mudança. Tive resistência porque mudei todos os Diretores de CEIs, eles acostumaram a trabalhar onde estavam. As mudanças acontecem de forma gradativa. Este ano vamos ter mudanças no visual da cidade, ela precisa de urbanização. Mais flores.

Qual está sendo o maior desafio?

HUGO: A questão da saúde. Temos que andar lado a lado com o Hospital e Maternidade Dona Lisette. Mas estamos com dificuldades. Já tivemos três reuniões, mas a diretoria acredita que a prefeitura precisa dar tudo. E nós sabemos que não é assim, tem coisas que são de responsabilidade do município, tem a parte que é de responsabilidade do Estado e a parte da União. E tem a responsabilidade da entidade. A União remunera muito mal os serviços do SUS.  O Estado ajuda pouco. Precisamos também ajustar as equipes médicas. Fazendo isso, poderemos ter os bebês nascendo no município, mas não temos como bancar isso sozinhos. A infraestrutura também é um setor complicado, na área urbana, na rural, estamos com muitas dificuldades. Foi muita chuva. Temos muitos pontos de estradas que não se pode trafegar ainda. Aos poucos vamos resolver.

Como está o setor de planejamento? Muitos projetos?

Quando eles falam que lá no governo federal tem muito recurso e falta projeto, isso é em alguns ministérios. Na Infraestrutura existem muito mais projetos do que recursos. Estamos cadastrando projetos em várias áreas, trabalhando na questão arquitetônica da revitalização da praça em frente à prefeitura. Ampliamos a equipe para isso.

E as obras que estão em curso, quando ficam prontas? E os projetos de pavimentação?

Temos dois postos de saúde com as obras em andamento, em 90 dias devemos entregar. São três Centros de Educação Infantil em construção, falta os projetos de urbanização, muros e calçamentos, deveremos colocar em licitação nos próximos dias. Até o fim do ano finalizamos essas obras. Não temos nenhuma obra de pavimentação. Temos alguns projetos, que serão laçados em breve. Vamos convocar os moradores para participar, fazer parcerias e montar o cronograma de execução. Todo o recurso do IPTU será destinado para o fundo de pavimentação, não vai ser usado para outra coisa.

 Como você avalia essa relação da população com o prefeito utilizando as redes sociais?

Essa aproximação com a população tem pontos positivos. Vez ou outra me mandam mensagem, respondo, mas é uma ferramenta importante. Mas às vezes as pessoas pecam em algumas colocações. Quando você vê uma floresta, a pessoa não pode só enxergar uma arvorezinha. A estrada está ruim, a pessoa tem razão em reclamar, mas precisa entender a situação. Às vezes falta equilíbrio das pessoas, mas precisamos nos adaptar aos novos tempos.

Como você divide seu tempo de prefeito, AMAVI, FECAM e compromissos na cidade?

Uma das funções do prefeito é a representatividade. Quando eu assumo um compromisso com alguém, eu dificilmente falto, seja num evento simples, ou não.  Sábado tenho um casamento, no domingo um aniversário. Eu me programo porque quando a pessoa convida ela quer a presença do Hugo e do prefeito. As pessoas contam com isso. A função como presidente da Amavi e vice-presidente da Fecam tira muito tempo do meu dia, mas por outro lado me ajuda. Lá a gente discute assuntos que abre o conhecimento, abre portas. Em função desses cargos eu preciso trazer alguma coisa de beneficio para o município. Ao longo dos anos isso vai acontecer. Eu venho pra prefeitura na maioria dos dias, às 7h e já saí daqui às 22 horas.

Você já se considera um Taioense?

(risos) Já, quando fui candidato eu já me considerava. Não é questão de ser, às vezes eu me engano ainda, mas isso é normal, porque já fui prefeito de Salete. Mas a partir do momento que me mudei, comecei a trabalhar aqui, passei a comprar no mercado aqui, ir à farmácia aqui, na missa, caminhar na rua. Estou ambientado com o município. Busquei viver e respirar o município de Taió.

Tem saudade de Salete?

Eu lembro sempre, devo muita coisa ao município de Salete, onde comecei minha carreira politica. Tive o apoio da população de lá na campanha, que foi muito importante para minha vitória aqui. As pessoas de Salete falavam bem da nossa administração. Porque não se pode medir uma administração nos primeiros meses. É como uma maratona e não uma corrida de 100 metros. 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

A novela do CEDUP em Taió


O projeto para a construção do CEDUP comportaria 1.500 alunos em Salete. O projeto foi encaminhado para a aprovação do MEC em 2011.

Mas em seguida a SDR de Taió (na época comandada por Hugo Lembeck) solicitou que este CEDUP fosse transferido para a cidade de Taió e o MEC, através do FNDE, aprovou a proposta e autorizou a construção de um CEDUP para 600 alunos. 

Desde então, a Secretaria de Estado da Educação aguarda que o FNDE conclua a definição do projeto arquitetônico e dos projetos complementares e que efetive o convênio.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Justiça decreta indisponibilidade de bens de prefeito e vice de Salete


O prefeito do município de Salete, Juares de Andrade (PSD), e seu vice, João Kniess (DEM), tiveram todos os seus bens indisponíveis por decisão da Justiça. A decisão foi dada em caráter liminar pela Juíza Karina Muller Queiroz de Souza, titular da vara única da comarca de Taió, em ação civil pública por atos de improbidade, movida em face do prefeito e vice, e ainda contra empresa e familiares, que também tiveram seus bens indisponibilizados pela justiça. A decisão proferida pela justiça na última sexta-feira (19), atendeu pedido do Ministério Público, que pedia o bloqueio dos bens dos demandados para assegurar o ressarcimento dos prejuízos causados ao município de Salete, segundo o promotor de justiça, Bruno Bolognini Tridapalli. 

“É a quarta já proposta contra o prefeito Juares de Andrade, e a primeira que responde o vice-prefeito, João Kniess”, justifica o promotor na ação. As irregularidades estão na prestação de serviços e fornecimento de material elétrico pela empresa do atual vice-prefeito, com dispensa de licitação, no montante de R$ 139.367,77, nos anos de 2009, 2010 e parte de 2011, sem que houvesse qualquer justificativa para se recorrer sempre a mesma empresa. Para o promotor de justiça, “o prefeito Juares de Andrade teve postura imoral em sua conduta, violando a honestidade que se espera de todo homem público, com isso causando prejuízo ao erário por seus atos de improbidade”.

Adiante, o Ministério Público observou que de todo o contexto da documentação acostada aos autos “está mais do que evidenciado o liame fático e o animus doloso praticado pelo prefeito e vice, que tiveram nítido propósito de frustrar o procedimento licitatório para se beneficiarem mutuamente, com propósitos pessoais e políticos”. “Ambos estavam macomunados desde o início do ano de 2009, quando começaram as ilegais dispensas de licitação”, assegurou o promotor. O promotor ao final destacou em sua ação que a velha máxima do Superior Tribunal de Justiça de que o objetivo da Lei de Improbidade não é punir o administrador incompetente, mas sim o desonesto.

Governador apresentará modelo de gestão



O Governador do Estado, João Raimundo Colombo, estará na próxima segunda-feira, 29, em Taió. Será a segunda visita em Taió, neste ano. Na agenda oficial, ela apresentará uma palestra com o tema: “Gestão e Prestação de Contas”, sobre os projetos e ações dos dois primeiros anos de mandato. O evento em Taió faz parte do cronograma de uma série de palestras em todo o estado. Na prática, servirá para fortalecer o projeto de reeleição do governador.

A palestra será realizada no Clube Caça e Tiro 15 de Novembro, as 19 horas, e será aberto ao público. No período da tarde de segunda, o governador irá visitar as prefeituras da região. Colombo vai apresentar principais ações realizadas nos mais de dois anos de governo e a forma de gestão que adotou para governar Santa Catarina. “Nós tivemos que organizar a gestão do Estado. Ao colocarmos as contas na ponta do lápis é possível perceber que pouco sobra para investimentos”, afirmou o governador na mesma palestra na cidade de Canoinhas.

O governador também vai falar sobre as obras do Pacto por Santa Catarina e que agora, agora os recursos existem e o Governo do Estado vai investir. O Pacto por Santa Catarina abrange áreas como infraestrutura, saúde, educação, assistência social e agricultura. O evento é uma parceria da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Taió (ACIAT), Câmara de Dirigentes Logistas (CDL), Prefeitura Municipal, com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Regional de Taió e Câmara de Vereadores de Taió.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Mendigo desaparece no rio Taió


O Corpo de Bombeiros não localizou o corpo de Jorge Maurício, 42 anos, conhecido como Joca, que teria caído no rio Taió. A suposição do afogamento foi dos próprios amigos que conviviam com ele. Joca morara nas imediações da Ponte Celso Ramos e na Praça João Machado da Silva, próxima a Prefeitura de Taió. O desaparecimento foi comunicado aos bombeiros por volta das 10h de sexta-feira. Depois de averiguar os últimos passos do desaparecido, os Bombeiros iniciaram as buscas nos rios Taió e Itajaí do Oeste.

Valmir Rodrigues, 41 anos, estava com Joca na noite anterior e acredita que o amigo morreu afogado.  “Na hora que ele levantou pode ter tropeçado e caído no rio, porque é um barranco reto até o rio. A gente estava bebendo ontem a noite, quando começou a chover eu fui embora e o Joca estava catando as roupas para ir dormir lá na igreja. Quando soube hoje de manhã, via as roupas que ele estava vestido na barranca do rio”, relatou. Rodrigues disse ainda que no mesmo local que os dois estavam, foi encontrado o chinelo e os documentos de Joca. “Só ele que não apareceu mais”, disse.

O amigo não acredita que Jorge possa ter outro tipo de sumiço. “Ele bebia as cachaças dele, mas nunca incomodava ninguém, não brigava com ninguém. Pra mim ele deve ter caído sozinho, quem sabe tentou se agarrar, não conseguiu e caiu na água”. Valmir, que conhece Joca desde os 14 anos, disse que ele bebia com freqüência e por várias vezes tentou curar do vício. “Mas não teve jeito, a Na ultima recaída é pior, se o cara é conseguir parar na primeira vez se recupera, mas se voltar a beber daí parar novamente é muito difícil”.

Rodrigues ainda relatou que Joca ficou uma época no CEREVISE (Centro de Recuperação de Alcoólicos), os dois também já residiram juntos, mas ultimamente Joca passava o dia na num bosque na rua Francisco Tomazoni, as margens do rio Taió. Alguns populares levavam comida para ele, “o que sobrava ele repartia galera que vivia por ali”, disse o amigo. Depois pernoitava na porta da Igreja Matriz Cristo Rei, que também fica nas imediações. Perguntado como arrumava dinheiro para comprar a bebida Rodrigues disse que é fácil. “Pão quase ninguém dá, mas a cachaça sempre se dá um jeito”. As buscas vão ser retomadas na manhã deste sábado.