Apesar de não confirmar publicamente, Colombo não deve estar gostando do que herdou do Governo de Luiz Henrique da Silveira. Em um ano e meio de governo, enfrentou a maior greve de professores da história e crise na segurança pública e na secretaria de saúde. Encontrou o plano de saúde dos servidores estaduais vencidos e por força de lei, precisa criar uma estrutura estadual para Defensoria Pública. “Foi um começo bastante difícil e duro, passei um momento de angústia, mas hoje estamos mais seguro, começando a lançar obras e melhorar o serviço público”.
Nesse período, o governador também articulou a criação de um novo partido político, com representantes do DEM. O PSD agregou dissidentes de vários partidos políticos e recebeu o apoio do PP, que ampliou a base do governo na assembleia legislativa. Adversário histórico do PP, militantes do PMDB, não digeriram essa aproximação de Colombo com os progressistas.
Nos bastidores, há a hipótese de o PMDB ser trocado pelo PP no governo do estado, mas isso só será decidido depois do resultado das eleições municipais. O governador disse que não quer misturar as coisas, e que não pode governar para um partido só. “Eu fui eleito por uma coligação de diversos partidos, mas no município, nem sempre a coligação se repete, pelo contrario, as vezes ela se contrapõe”, disse Colombo.
O PMDB, maior partido de Santa Catarina, e há 10 anos no comando do estado planeja crescer ainda mais. O presidente do PMDB de Santa Catarina e vice-governador, Eduardo Pinho Moreira, falou dessa expectativa ao OBV. “Eu tenho percorrido toda Santa Catarina e fazemos um diagnostico eleitoral. Acredito que o PMDB vai crescer, vamos reconquistar prefeituras importantes que já foram do PMDB”.
Pinho Moreira disse que está muito otimista com o resultado eleitoral do PMDB para estas eleições. “As lideranças estão motivadas, há uma grande mobilização, há um planejamento e uma vontade. Acho que são passos importantes”.Ele citou o exemplo de Taió, “Hugo Lembeck se credenciou e tem condições de ser o pré-candidato. Pinho também orientou os correligionários de que não há nenhum acordo para preservar a tríplice aliança nas eleições municipais. Por isso PMDB e PSD, ou PSDB estarão em lados opostos em grande parte das cidades catarinenses, e quase certo que estarão em todos os seis municípios que compõe a SDR de Taió. “Onde poderemos estar juntos é bom, mas não é o caso da maioria das maiores cidades do Estado”.
Pinho Moreira citou o caso de Joinville, a maior cidade de Santa Catarina PMDB e PSD estarão em lados opostos, assim como em Florianópolis a segunda maior cidade. Assim poderá ser em Blumenau, a terceira maior cidade, na quarta, São José e na quinta maior cidade, Criciúma PSD e PMDB serão oponentes nas eleições municipais deste ano. “É o caso de Rio do Sul, na maior cidade do Alto Vale do Itajaí o PMDB estará em lado oposto ao PSD”.
O vice-governador disse que o que precisa ser preservado é a maturidade política, ´”a disputa local é diferente da disputa estadual, já fomos adversários em outras ocasiões, mas estivemos juntos em 2010. Acho que nesse momento deve se prevalecer às políticas locais, é por isso que vamos respeitar as decisões de cada diretório municipal”, finalizou Moreira.

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